quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

PROCURA...

RENATA BEIRO

Existência
Travada
É vida
Quebrantada...
Paradoxo
Dialético
De ré
É lamiré...
Prostrada
Restei...
Não chorei
Nem lamentei...
Procurei
Da vida
O motivo...
Estranhas
Superfícies
Percorri...
Busquei
Da existência
O mistério...
O tempo
Passar
Não vi...
Alicercei
Meu ser
Em ti...
Aí, bem aí
É que me perdi...
Perdão, pedi...
Da razão
A voz ouvi...
EMOÇÃO!
Lesta seja!
Encontra
Meu amolgado
Coração...


(desconheço autoria da imagem)

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

CÁ COM MEUS BOTÕES...

RENATA BEIRO

Dia a dia
Sentido
De vida
Construído
É...
Sócrates,
Platão,
Aristóteles,
Descartes...
Filósofos?
Psicólogos?
Sei não...
Virtude
É razão,
A Sócrates
Apolo é missão...
Ora, caro
Platão!
O prazer
Ser sócio
Da dor...
Por favor!!!
Aristotelicamente
Minha mente
SENTE
Emoção
Razão...
Descartei
Descartes
Um erro...
Perdão!
Norteiam
Os tempos
Todos eles
É filosofia!
Coisas
Do dia a dia...
Uma abstração
De vida?
A manifestação
Fiel
Da vida!!!

(desconheço autoria da imagem)

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

PAIXÃO!

RENATA BEIRO

Manifestado
Ardor
De ti
Concupiscente...
Torço (ter)
Teu dorso
Viril...
Cobiço,
Sem razões
A atender,
Tu'alma
E corpo...
Escopo
Ah! Seja real
Nada banal...
Sentir
Rijeza
Em desordenado
Ânimo...
Obverso
Reverso...
Céreo
Não és...
Desígnio
Serás?
Inefável
Desejo
De bem-querer...
Ver-te
Não basta
Insaciável
Fome...
Tangível
É o querer
É o que se quer...



(Pintura de Glória Marino)

domingo, 13 de janeiro de 2013

COMO DIANA...

RENATA BEIRO e OTTON BELLUCCO

Estou nua
à luz da Lua,
mas sou perigo,
como Ninfa...
Minha fragilidade
está armada
com arco, flecha
e boa mira...
A Lua Cheia
é minha amiga,
ascende e acende
minhas vísceras...
Diana infinda
sou de mim:
Maldosa, algoz,
aventureira,
alvissareira,
apraz-me
fazer-te
minha presa,
se me ofendes
ou desrespeitas...

Com minha fáretra
torno féretro
a minha mesa;
com minha mágoa
torno alvo,
dilacero o parvo
à espreita,
com os cães
que o cercam...
Não aceito
que me exponhas
a surpresas vãs
que desconcertam...
De minha aljava
farpas saem de vitupérios
contra Ninfas inimigas,
indignas de companhia,
ínfimas de critérios...
Hirtas de inveja,
não se apiedam
de expor os mistérios
que me tornam Deusa...


Arte: Giuseppe Cesari, 1606

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

À DISTÂNCIA DE PALAVRAS...

RENATA BEIRO e OTTON BELLUCCO

Queria-te sem lábias,
sem juras casuais
tiradas de livros...
Queria-te em pele,
em cama celebrada
como pátria única...
Quero que saibas
que estou fatigada!...
Farta dos teus versos,
dos teus dolos,
da clerical túnica
como consolo!...
Tu me injurias
com tuas mentiras,
com tuas promessas
não cumpridas;
se me negas teus lábios;
se apenas me ofertas
jogos de palavras
sem corpo, sem alma...
Então, o que me legas?...
O assombro da inexistência;
a distância que me refrigera;
a inclemente ânsia
que me dilacera
ao perceber
tua verve desalmada,
saturnal, destituída
de amor sincero...
Se amo, é amor e basta!...
O que há num verso?
Não tem braço, pernas,
nem parte alguma
de uma pessoa...
Sê mais que palavras!
Tenha alguma alma
que eu possa ferir
com vitupérios!...
Ai, oco de sentimentos!
És desperdício de pele,
ar, espaço e tempo!...
A ti não mais me consagro
ou apelo por aconchego.
O amor não é expresso
ou suportável
por frases tolas
que aventam lábios
que desconhecem
a perfeição contida
no céu da boca...

Arte: Otton Bellucco

SEM NEGOCIAÇÃO...

RENATA BEIRO e OTTON BELLUCCO

Arde a saudade,
invade-me com seu sal,
afoga em mar
turbulento
o meu olhar...
Ai, rosário!...
Pareço um fado!...
Falta-me um vago
contentamento.
Aquiesço cada vez menos...
E vem...,
vem novamente
o rosário de lágrimas
a rolar, a brotar
de tempos em tempos!...

A vida aponta vias.
Novo horizonte
se anuncia,
a despeito de ti...
Não preciso,
não me inclino
a vãs utopias...
Quero o sonho
sem perfeição,
sem sofrimento,
com pés no chão...
Mas só serei feliz
se for sem raiz,
expatriada de ti,
que em nada condiz.

Claustra de mim sou
neste momento...
Sei de meus defeitos,
mas sempre eu
devo ceder?...
Arde a saudade,
mas não sou bolero...
Se te quero, quero
com dignidade!...
Viver inteira,
não pela metade!...
Suporto a saudade,
mas não o espelho,
se te cedo
mais uma vez...

Mesmo com sede,
recomponho-me
a cada dia...
São dignos dias,
mas descontentes
pela história indigna
do que suportei,
por desejar, ainda,
que fosse de outro jeito...
Sem ataraxia,
vivo o declínio
de mim mesma,
mas não desisto
de tentar o amor,
sem ti, outra vez...

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

POESIA...RESPEITO!

RENATA BEIRO

Mãos
Despertas
Estetas
Expectas...
Incumbência
DeVida
Ao mister
Emotivo...
'Inda que
Peja
Inação...
Seja cume
Ou base,
Aspecto
Polifásico,
Correntes
Percorrem
Em mim...
Criação!
Ó invento
Sem tempo!
DesOcupado
Adro
Templo meu...
A preceito
Poetizar
Tenho feito...
Defeito
Imperfeito
Desfeito
Refeito...
À POESIA
Me rendo
É amor
É RESPEITO!!!

DOAÇÃO POÉTICA...

RENATA BEIRO e OTTON BELLUCCO


Brinco com afinco...
Brinco sem domínio
e trinco a redoma
que nos força
ao suplício
do cotidiano
ao serviço do hábito
que tudo torna
normal,
até serviçal
a consciência
do malquerer;
esquecida
de um simples
‘bem-me-quer’,
do ‘bom dia’,
da gentileza
de ceder a vez...
Assim me fez,
por tanto querer,
ser da poesia
patrão e freguês...
Quis sua quietude,
sua morada...
Nela me embalo,
abalo, desabo
se feliz, se consternada...
Facúndia de mim,
fecunda em mim
doses largas
de palavras
que dão sentido
às angústias
passageiras,
profundas,
profusas,
ligeiras...
Larvas d’ideias
frágeis, impuras,
nascem sem asas,
sem pernas, sem teto,
desnudas...

Mesmo assim,
o mistério do tempo
nos prega peças:
Ideias cavam, cravam,
crescem, exortam, liberam,
expulsam do coração
o sofrimento;
exorcizam, enxotam,
debocham do desdém
das críticas invejosas!...
A poesia ri p’ra mim,
enquanto rio delas;
e me transcende
e me ascende
às alturas
claras e escuras
do contentamento...
Não sou mais refém
do iníquo ditame
das parcas e porcas
verves dos vermes
que me invejam...
Sigo em frente,
mas, entrementes,
a vergonha me invade
de ser da mesma espécie
que desperdiça a vida
ao expelir, entredentes,
a sua peçonha covarde...
Vê, em mim arde
um Sol entre nuvens
nunca carente de Musa.
Minha pena oferta beleza
etérea, terrena... Exulta
ao revés da Lua
que forma minhas marés
e tormentas...
Mesmo se pena
em dores ocultas
e parto difícil,
a poesia se doa
e oferece um abrigo...


Fotografia: Ivam Guarani-Kaiowá Martins

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

ADMIRAÇÃO...

RENATA BEIRO

Leio
Releio
Versos
Teus...
Fortes
Tocantes
Fincantes...
Versejar
Verdadeiro
Sinto
Até mesmo
Cheiro
De flor
Dor...
Gana
Guerra
De coração
E razão...
Vence
Emoção!
Egoísta
Que sou...
Um elogio
A ti
Infla-me
Pura
Admiração
Ego meu...
Quisera
Fossem
As minhas
Tuas mãos...

CORAÇÃO SE POETIZA

RENATA BEIRO e OTTON BELLUCCO


Aflito, pulsa o coração...
Negociação: Sim e Não
animam seu ritmo.
Espera conflitos
e quer o abrigo
da Musa
contra a Morte
da inspiração...
Pelejam entre si
Musa e Morte...
Querem o coração
que poetiza
no templo
da inspiração,
contemplativo e ativo
no mundo que refunda,
reflui e conflui
os seus desertos
a todo tempo...

Esperemos frutos,
não dejetos,
dos segredos ocultos,
profundos, profusos,
diáfanos, difusos,
anunciados
na consciência,
pulsados
no coração,
desviados,
até então,
das Palavras,
entorpecidas,
confusas, aturdidas
por censuras,
indulgências,
negligências,
tristeza, agruras,
incompreensão...

Talvez pelo parto
ainda enfermo
da inspiração,
a poetisa é abatida,
vez ou outra,
por melancolia...
Implora, então,
pelo diapasão,
por versos,
que não vibram,
a contento,
seu coração...
Soturna, taciturna,
inconsequente,
pactua com a Morte,
abandona a Musa,
que se descuidou,
por um momento,
da vigília poética
dos sentimentos.

Da inspiração
a Morte se avizinha;
torna infeliz a poetisa
cheia de sentimentos
que lhe oprimem;
enquanto a Musa,
negligente da vigília,
deixa sua emoção
queimar, sem forma,
na inconsequência
de seus ímpetos,
na animosidade
consigo mesma,
na animalidade
vazia de Palavras
que contentem,
comentem,
aliviem,
conectem
mente e coração.

Enquanto dorme
a Musa, a Morte
conduz, domina,
amofina e destrói
o ser que poetiza
no fogo da paixão
sem forma,
sem direção,
ao sabor do vento...
Cinzas emergem
da destruição
da verve criativa;
rejeitos do ímpeto
ignorante de Palavras
que condensem cura,
exorcismo p’ra alma,
equilíbrio p’ro excedente,
sentido..., p’ra haver alívio...

Então, acorda, Musa!...
Amola teu cinzel,
afina tua cítara
ajuda a poetisa
contra o Ceifeiro.
Defina a forma
dos sentimentos,
este mar aberto
sempre necessitado
do continente do Verbo.
Que mente e coração
se conectem
novamente,
sofregamente,
no verso nascituro,
saudando a sorte
do novo Verbo,
vencendo a morte
com seu augúrio...

Coração de poetisa
é arte que oscila,
inclina, declina;
é diurno e noturno;
é luz e penumbra;
é pleno e murcha;
machuca a si mesmo
no limite do mundo,
na secura dos desertos,
mas se cura no verso,
num movimento
infindo de Sim e Não,
que só finda e sofisma
com a Morte,
não com a Palavra,
se a Musa não se recusa
em ser, na medida certa,
terrena e etérea,
ímpeto e forma,
abrigo e pulso,
choro e riso,
aurora e crepúsculo...

terça-feira, 27 de novembro de 2012

NEGOCIAÇÃO POÉTICA



RENATA BEIRO e OTTON BELLUCCO


Entrelaçados dedos,
sem medos, nem credos,
ao menos já selam
a nossa união...
Fluido diapasão:
intuição arredia,
razão fria
expressam
o que uma apenas
não contém,
não limita,
não imita:
uma saudade
que nos agita,
se cogita de nós,
sem dó, nem piedade.

A razão convida-nos
à verdade,
mas não supre
a necessidade
que sentimos dos versos...
Ai, responsabilidades
que nos afastam
dos versos!...
Intuição e razão,
duas tiranas
em disputa
pelo domínio
do coração...
Então, palavras,
sedes bem tecidas!...

Enseja o sentido,
ó verbo sem sentido,
sentido...
Razão, ó razão!
Empresta algum
sentido à intuição!
Conténs a amplidão
mal contida
em nosso peito!...
Mas não limite
a promessa
bendita,
mesmo que
mal dita
por versos
sem razão...

Intuição, ó intuição
tenhas modo!...
Não te expandas
tanto, tirana!...
Se és selvática,
nada comunicas
além de grunhidos,
aliterações,
gemidos,
onomatopéias,
sem peias poéticas...

Arte não acorrenta...
Arte acarreta; desafia
no equilíbrio da inversão
a estética volição:
arrefece
a intuição arredia;
aquece
a razão fria;
não se submete
à forma, negocia...
Assim, com razão,
damos asas à emoção,
para aprendermos
com o voo incerto
no corpo etéreo
da paixão!

domingo, 18 de novembro de 2012

INSPIRAÇÃO

RENATA BEIRO e LUCAS NERY BEZERRA

Tudo ela quer...
Nada justifica
Pela porta
Entrar
Sem bater!
Corre
Pula
Empurra
Neurônios
Dedos
Mãos...
Não é em vão
Nessa bagunça
Nascem
Crescem
Esvoaçadas
Palavras
Trazem rimas
Emoção...
Corre menina
Corre dona Maria
Corre
Percorre
Por mim...
Que agonia!
Pela porta
Entra
Sem bater!
Não se quer
Fazer entender!
Quando chega
Ela chega
Nada pergunta...
Corre menina
Corre dona Maria
És dona de mim
E da minha alegria...




segunda-feira, 12 de novembro de 2012

ESPINHOS...

RENATA BEIRO

Belo
Inigualável
Amor!
Te vi em flor!
Num amplexo
Sem nexus...
No presente
De repente
O inimaginável
Fugiu
Da mente
Se fez...
Toquei
Tão linda flor...
Flutuei!
Aos céus,
Feito oração
Saída
Do coração,
Cheguei...
Nada me disseste
Apenas rias
Sorrias...
Do céu
Ao inferno
Foi só um passo...
Tinhas espinhos
Eu não sabia...

domingo, 4 de novembro de 2012

Entre...

RENATA BEIRO

Entrelinhas
Estrelinhas...
Crio
Recrio
Amores
Indolores
Plenos
Em dores...
Desamores
Dissabores
Sabores
Sem flores...
Entrelinhas
Mudo
Passado
Invento
Ah! Se tento
Num intento
Projetar
Futuro...
Furo
Sub
In
Consciente...
Ciente
Do tudo
Ou nada
Sou fada
Fadada
A escrever
Entrelinhas...
Palavras
Não ditas
Sentidas
Para quem
Não lê
Linhas...
Tudo
Posso...
Nada
Penso...
Versos
Anversos
Reverso
O que sou...
Leia
Sem medo
Remorso
O que se passa
Repassa
Em meio
Às linhas...





sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Quem dera...

RENATA BEIRO

Quem dera
Farpa
Ser harpa...
Quem dera
Outono
Ser primavera...
Quem dera
Lancinante
Dor
Afago
Feito
Pleno
Em amor...
Quem dera...
Permita-me
Bela Erato
Pinçar
Da vida
De fato
Sonoras
Palavras
As que faltam...
Clamo-te,
Bela musa!
Dilatarem-se
Meus dedos
Doídos
Suados
No pranto
Da criação...
Traz-me, imploro!
Novamente
A inspiração...



domingo, 30 de setembro de 2012

PURO AMOR!!!

RENATA BEIRO

Por Zeus 
Por Gaia
Por Deus... 
Descrever
Quero
O que dizível
Não é!
Inimaginável
Amor 
Feito
Perfeito... 
Em meu peito
Quero guardar...
Não conquistei 
Fui conquistada 
Domada 
Tomada 
Do maior 
Sentimento... 
Sarah, 
Netinha 
Tão pequenina
Hoje
Conheci...
Toquei-te 
E chorei... 
Pranto de encanto... 
Clamo pelo dia 
Em que Ester e Sarah 
Venham para casa...
O dia correu 
Em mim 
indizível 
Nasceu!!! 
Amo-te 
Querida 
E à tua maninha 
De tal forma que 
Nunca imaginei... 
O AMOR me pegou 
Tomou conta 
Nada mais importa 
Meu Amor 
Comporta 
Abram-se 
Comportas... 
Vocês 
São tudo pra mim!!!

domingo, 26 de agosto de 2012

PASSA...



RENATA BEIRO

Passa tudo
Passa nada
Tudo passa
Nada passa
Passatempo
Tempo passa
Passa gente
Desfigurada
Passa passa
Passarada
Comungada
Excomungada
Enfumaçada
Sigo
Em frente
Sem bilhete
Um ramalhete
Só...
Que parada!!!

domingo, 12 de agosto de 2012

ETERNIZADA...


RENATA BEIRO (12/08/12)

De lindo
Belo amor
Gerei
Apressado
Varão!
Um
Apenas um...
Criado
Pelos
Ditames
De meu coração...
Veio
Para mim
Feito canto
Em oração...
Meu bebê
O tempo
Não senti
Passou...
Homem
Se tornou...
Leva consigo
O sangue
De minhas veias...
Na história
Que conta as vidas
Que vida!
A novidade
Bem-vinda...
Ester e Sarah
Carregam em si
Um tanto de mim...
Faces iguais
Num mundo
Tão desigual...
Em breve
Verei
Saídas
De ventre
Maternal
Tais entes
Sementes
Hereditárias
Netas tão
Já amadas...
Continuam
Minha história
Que glória!
Duas mulheres
Duas...
Encantos
Encantadas...
Eternizam-me
Em genes
Sangue
E
Laços
Que não lassos...


quarta-feira, 25 de julho de 2012

BAÚ...

RENATA BEIRO (25/07/12)

Eis que me vi
Anciosamente
Mexendo
Remexendo
Antigo baú...
Caixa de Pandora
De tudo
E muito
A encontrar...
Panos
Planos
Cartas
Bilhetes
Palavras soltas
Retratos
Queridos
Coloridos
Outros
Esmaecidos...
Em vão
Achei não
Um vínculo
Passado...
Prostrei-me
Em triste
Triteza
Sem certeza...
Num riste
Me viste...
De lado
Deixo
Lembranças
Boas
Ou não...
Pula
O coração...
Olho à frente
No presente
Um passado
Inventado
Invento
E vens
Com o vento...
Que intento!
Tocar-te
Tento...
Tenho-te
São meus
Os sonhos teus...
No agora
Presente
É que estás!
Vibro
Em regojizo
Vejo-me
Feliz
Contente...
Inda que ausente
O corpo
Podes crer
És, meu querido,
O mais lindo
Presente!!!




sexta-feira, 13 de julho de 2012

TEMPO...


RENATA BEIRO (13/07/12)

Tempo
Amigo,
Quiçá não...
Passa tempo
Tempo passa
Raça!
De Mulher
Das massas...
Explicas
Nada...
Perguntas
Quais respostas???
Como entender
O que só
Em ti há...
Em meu coração
Um tic-tac
Bate, então...
Temo
Sei
Sinto...
Me quereres
Em amor...
Inda que dor
Posso mudar
O valor...
Tal o tempo
Que passa
Corre...
Tenho
Meus sentidos
Calado...
Pergunta
Ao tempo,
A bom tempo,
Da pressa
Meça!
É também meu
Teu coração???
Em sentimento
Sem sentido
Desmedido
Desmensurável
Mente
Medido
Faz-se
Ave
Na solidão
Do abismo...
É um só
O gesto
Que muito
E tanto quero...
Verei flores
Bailar
Vou!
Em linda
Festa
Ao melhor
Dos vinhos
Regada
Far-se-á
No meu coração!