quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

CANSA...


RENATA BEIRO(18/01/12)

Cansa
Se cansa...
Quem não descansa
Ser
Detentor
De todo
Qualquer valor...
Cansa
Tantas verdades
Universais
Uni
Laterais
Absolutas
Demais...
Cansa
A quem
Da humanidade
Almeja
Sana
Realidade
Confrontar
Co'a vaidade
Sobre
Humana
In
Distingue
Seja
Bondade
Ou maldade...
Vê
E só vê,
Em nada
Crê,
Não seja
A própria
Obscura
Soturna
Egoísta
Inflada
Inflamada
"Egopseuda"
Verdade...
Cansa
A quem
Descansa
Em simples
Limpos
Baratos
Lençóis...
Vez que seda
Cetim
São vida
E vidas
De um valor
Já incolor...

domingo, 15 de janeiro de 2012

LÁGRIMA...


RENATA BEIRO (15/01/12)


Lágrima
Uma
Apenas uma...
De tristeza
Alegria
Sei lá!
Mas estava lá!
Descia
Quente
Com sal
Indecente...
Nada de pranto...
Não por enquanto...
Apenas ela
Vertida
Viva!
Inclemente
Prendeu-se
Cativante
Ao semblante...
Para limpeza
Gigante...
Tinhosa
Enganou!
Jogo aberto
Entregou...
Não sabes de mim
Nem do poder
De gerar
Infindo pranto
Sem saberes
Por quê!

sábado, 14 de janeiro de 2012

EXATA MEDIDA...


RENATA BEIRO
(14/01/12)

Entre o céu
E o inferno
É só um passo...
É palavra
Mal entendida
Garras sem medidas
Falta de afeto
Em qualquer
Teto...
E certo é
O desamor...
Falta de toque
Carinho
Compreensão
Rivalidades
Sem medidas...
Ah! Do inferno
Ao céu
É abrir a porta
A certa...
Viver
Em comunhão...
E, de boa vontade,
Tentar compreender
O que ouvido
Não soube entender...
Ter mão
E braços
Abertos
Bem assim
O coração...
Espantar
Rancores
Dores
Coisas que fazem mal...

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

INSANA INQUISIÇÃO...


RENATA BEIRO

(10/01/12)

Foi assim
E assim foi...
Uma mulher
Apenas
Uma
Não voava
Qual a pluma...
Diante
De júri
Pelo qual
Fora, pois,
Noutro tempo
Julgada
Dest'hora
Recusou
Apelidar-se
Herética...
Desviada
De ideais
Regurgitados
Da turba
De pensamentos
Comum
Unitários
Viu
Ouviu
Falsas verdades...
Negou-se neófita
Desafiou
Sem nem pensar
Inclementes
Templários
Por Klepoth
Guiados!
Numa pressa
Indulgente
Lançaram
Suas sementes...
Despreocupados
De serem
Medidos
Por mesmo juízo
Usado...
E feita,
Em meio à poeira
De tão sugesta
Nojeira,
Galho a galho,
A esperada
Fogueira...
Esquecido
Julgamento
Veredito foi dado
Condenada
A condenada...
Em tronco
Foi amarrada...
Finos gravetos
Mirava
Isso
Em meio à candeia
Vela de moribunda...
Viu o fogo
Em línguas
Labaredas
Embevecer-se
Em fogueira!
Viva
Queimada
Rito atroz...
Riu
Do pior algoz...
De elemento água
No fogo,
Purificada...
Vida
Bela
Ou feia
É medida
Pela maldade
Usada...
Viu sorrir
Fênix e Pandora...
A água
Limpou o sujo
Fogo, limpeza cósmica
De tal proeza
Portando clareza
Incólume
Saiu
Da tristeza
Da fogueira
Da besteira
De humanismo
Insólito,
Insolidário
Ávido
E mesquinho...
Que pena!
Exclamou
Sorrindo!
Leva
No mal
Que é feito
Cada qual
As suas
As duras penas
Da vida escolhida...
Que pena!!!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

PASSOS...


RENATA BEIRO

(29/12/11)

Passo a passo
No meu compasso
O quarteirão
Percorri...
Nos dedos
Cigarro aceso
Enfumaçando
Meu mundo
De um odor
Imundo...
Que mundo!
Um degrau
Me convida...
Sento
Cigarro
A queimar...
Carros
Passando
Luzes
A me cegar...
Meus deuses!
Como vim
Aqui parar?
Queria
Ah! Se queria
O tempo
Fazer voltar...
Tudo
Diferente
Seria...
Sem saudades
A me assombrar...

DÓI...


RENATA BEIRO

(29/12/11)

No dia
Que vinha
Olhava
Pro Sol
Nascente
Resplandescente
Indecentemente
Trazia
Inclemente
Tristeza
Doída
Doente
Ardente
Pior
Que dor
De dente!!!



quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

AMOR PURO...


RENATA BEIRO (21/12/11)

Não!
Não falo de mim...
Falo
De quem
Na idade
Na saudade
Me dará
Imortalidade...
Gostoso
Suculento
Fruto...
Cria minha
Não vá
Desperdiçar...
Nem uma
Gota
Desse sumo
Em saudade
Pode
Restar...
Falo
Da mais pura
Cor
Odor
E calor
Que
Somente
O primeiro
Verdadeiro
Amor
Sabe
Exalar...

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

LUA CHEIA...


RENATA BEIRO (13/12/11)

Lua cheia
Cheia de graça
De graças
Também...
Banhas-me
Como ninguém...
Encantada
Canto
Belo
Uivar...
Sou filha
Da lua
Sou mulher
Reverencio
Cio
Cósmico
Estelar...
Lua
Desnuda
Nua..
Amante
Do sol...
Ardente
Brilha
Espera
Indolente
O poente...
Um instante
Ver-te
Momento
Fugaz...






sábado, 10 de dezembro de 2011

Desencanto...


RENATA BEIRO

(11/12/11)

Em cada
Canto
Um desencanto
De todos
Lados
Nem um
Só canto!!!
Ora, dizeis
Colha
Na idade
Pela cidade
Nua
Crua
Tua
Saudade
De caricata
Felicidade...
Se
O que invade
Faz-te
Covarde
Corre
Ao mundo
Gira
Mundo
Mundo
Girando
Rodando
Não há
Um canto
Cantando
Se necessário
Seja contando
Vidro
Em pedaços
Melhor
Colando
De tantos
Atos
Contratos
Resta
No chão
Cacos
Pedaços...

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

TÃO CLARO...


RENATA BEIRO

(09/12/11)

Claríssimo
Claro...
É claro!
Encaro
Nuvens
Escuras
Obscuras
Não de cura...
Nenhuma paz
Contêm...
Rio
Nada
Me detém...
Ultrapasso
Passo a passo
Trave
Escura
Não é
Do bem...
Sigo
No rumo
Comigo
O prumo
Amigo...
Vejo nuvens
Claras
No céu...
Cansada
Não vencida!
Vejo
Caminho
É de vida
E é bonita!
Reina
A beleza
Mais pura
Do amor...
Sem dor
Culpas
Ou rancor...
Peçamos!
Roguemos!
Viver!
Sem medo
Ou temor...
Voarmos
Em asas
De tão
Limpo
Amor...

Decisão!


RENATA BEIRO

(09/12/11)

Tenho
Cá no peito
Um coração
Apertado
Sem jeito...
Lágrimas
Não usa mais
Não apraz...
Jogo pra trás...
Tateado tenho
Em vão
Minha estação...
Desse trem
Descer...
Renascer
Reviver
Viver!
Cortar grilhões
Em borbotões...
Deixar pra trás...
Olhar pra frente...
Sentir saudade
De toda gente...
Voltar...
Afago
Verdadeiro
E quente
Ganhar!
Esmolar...
Nunca mais!!!



terça-feira, 29 de novembro de 2011

POETA GESTA...


RENATA BEIRO
(29/11/11)


A mente
E o coração
De poetas
Vivem
Constante
Gestação...
Geram vida
Palavras doces
Dores doídas
Indolores...
Fincam, sem dó,
E sabem...
Multiplicam
Subtraem
Felicidades
Vividas
Ou não...
Poetas
Têm dedos
Mãos...
Dilatam-se!
Não é
Em vão...
Mais uma cria
Nasce
Nesta
Outra
Dimensão...
Amamenta-se
Nos sentimentos
Chega plena
Pura
É só emoção...
Atinge
Quem, por ventura,
Pensa
Com o coração...
Poetas
Se entendem
Falando
Até mesmo
Outro
Qualquer dialeto...
Criam
Mensagens
De dores
Amores
Possíveis
Improváveis...
Pintam
Paisagens
Jamais vistas...
Ou descrevem
Com simples
Ousadia
O que se vê
Todo dia...
Poetas
Amam
Poetas
São gente
Sentem
Choram...
Poetas
São o que são...
Mentes
E corações
Em constante
Gestação...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

SE...


RENATA BEIRO/HENRIQUE RUSCITTI
(24/11/11)


Se lembrares de mim
Brevemente
Verás...
Que a ti
Pertenci...
Em profusões
Veredando emoções
A dor eu senti...
Partilhei
Ao sol
À lua
Ao mundo
Ao vento...
Sensações
De amor
Não esperado
Em mim
Despertado...
Ao lembrares de ti
Seja,
Clamo
E proclamo,
Um pedaço de mim...
Por estar
Adentro
Eterno pertencer...
De submundos
Hemisférios coletivos
Plenos
Côncavos
Convexos
Particularidades
Trans
Vexas
Vexatórias
De tudo
Despertar-me
Vou!
Se lembrares de mim
Do que restou
Do que sou
Consinto,
Até mesmo,
Derradeiro
Intenso
Suspiro
Eterno
E terno
De amor...
E de tanto
Querer
Saber...
Amad@
Sou!

SOS MULHER XII/Coração Ferido


RENATA BEIRO
(24/11/11)

Foi assim
E assim
Foi...
Sorrateiro
Menino
Arteiro
Chegou...
De mimos
Encantou...
Enfeitiçada
Menina
Tremeu
Sorriu
Vibrou!
Disse sim...
Paraíso
Em festa!
Pura emoção
Imaculado
Coração...
Maculado
Se fez...
O tremer,
Ranger
Sorriso
Se foi...
Como pode,
Assim,
Sem decreto
Nem lei
Um homem
Lágrimas
Fazer escorrer
Pela face
De uma Mulher!
Dizer amar
E sem dó
Mostrar
Num só compasso
Do céu
Ao inferno
É um só passo!!!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

VER...

RENATA BEIRO
(16/11/11)

De seco
Olhar
Lágrimas
Rosário
A rolar...
Seguindo
Vou
Devagar
Sem cantos
Nem desencantos...
Tristeza
Incerteza
Tal desdita
A rondar...
Trago
Em mente
Tenho
Tino
Traçado estará
Tal destino???
Viver às cegas
Me restará???
Tatear
Pontas dos dedos...
Guardo
Meus medos...
A luz
Provoca
Respostas
Odiosas
A me atormentar...
Olhos
Resplandecentes
Desenrolam
Lágrimas
Quentes...
Não mentem!
A superfície
Eu toco
A profundeza
Eu sinto
Re
Sinto
Eu sinto
Luz
A me falhar...
Olhos fechados
Percebo
Elos
Romper...
O prazer
De ver
Perder...
Tanto, ainda,
A fazer
Perguntas
A responder...
Ver
Um ramo
De flores
Receber
Um beijo
Profundo
Sentir
Mão forte
De ajuda
Puxar-me
Do poço
Às alturas
Ouvir
Dizer
Vem!!!
Sem dor
Indolor
VER
Primeira
Derradeira...
Face
De precioso
Amor!!!


segunda-feira, 14 de novembro de 2011

DITADUTURA FdP!!!


RENATA BEIRO
(14/11/11)

Difícil foi viver,
Na carne,
A ditadura de direita
Que não satisfeita
Hoje
Utiliza
Marchas
Anticorruptivas
Enganando
Levando
Quem cai
No ledo
ENGANO!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

RESTA DESCOBERTA...


RENATA BEIRO/PAULO CARVALHO
(08/11/11)

Lágrima
A escorrer
Dramático
O apático
Do mel
O drama...
Pálida lembrança
É o que foste?
História de sonho
Vontade não revelada...
Alegria roubada
Não entendo
O tudo
Ou quase nada...
Seco mágoas
Em panos úmidos
Panos
E planos
Em meio a tanto
Tudo
E nada...
Olhar parado
Ao luar...
Tento
A contento
Te desvendar
Verdades nuas...
Teu rosto
É mesmo feito
Da tal ternura?
Na rua escura
Na beira do mar...
Ondas
Redondas
Sem redomas
Pra me guardar...
Lançaste espinhenta seta
A me acertar?
Apostei ganhar!
Da luta
Não me esquivar!
De volta...
Sem revolta
Voltar marchar...
Sacrilégio
Ver mágoa
Em belo luar...
Filha da lua
A te observar
Rende-te a ela
Mulher é luar...
Do nada feito
É um lamento
Deixar ficar?
Sinto meus olhos
Lacrimejar...
Da tua medida
Justa és
Esperei escritos
Que não aos gritos
Mas tal e qual
Mitos e ritos
Sentimentos
Vivos...
Voar às cegas
Eternizar
Esse sentir...
Do breve
Em breve
Vem!
De ti
Esperei ouvir...
Estremeço
Penso...
Como pode alguém
Amor negar...
O que resta?
Tantas arestas
A consertar...
E tua voz?
Ausente, nos escritos
A me negar...
Lenta
Mente
Devagar
Reviro tudo...
E num segundo
O novo mundo
A me mirar!
Abre-se a porta!
Vou em frente
Sinto
É e no ar
São boas novas
A me encontrar...
Liberto-me
Do meu poente!
Fiz-me contente!
Nova vertente
Acalentar-me
E não ausente...
É rumo certo
A me apontar!


domingo, 30 de outubro de 2011

Tu...


RENATA BEIRO

(29/10/11)

Tu...
Me fizeste
Mudar...
Diferente
Escrever...
Sei...
Ah! Se sei
Talvez...
Nem pensei
Tanto
Me dei...
Alegria
Vivi...
Ofertei
Imenso
Carinho
Valor
Aconchego
Em calor...
Braços abertos
Colo
A embalar...
Curar
Feridas
Muito e tanto
Doídas...
Chorando dores
Choro por ti...
Todos
Amores
Num só...
Clamores
Pedidos
Perdidos
No coração...
De novo
Nós
Sem viés
Nem cós
Que seja!!!
No entre nós...
A sós...
Em nós...
Crê e vê!
Braços
A receber!
Coração a bater
Esperar
O regresso
Confesso!
De longe
Magoar...
Tempos
De reparar
Novamente
AMAR!!!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Ecos...


RENATA BEIRO

(29/10/11)


Amar é
Grito sem eco...
Por certo
Um caos
Sem noção...
Abertas veias
Ignorada dor
Anestesiada
Faz-se indolor...
Julgada
Condenada
Um júri
Sem calor
Sem pudor...
Por bem querer
Vilã virei
Não o que sou
Mas do que sei...
Mas dou-me
Um basta!
Que raios caiam
Berrem os trovões
Rasguem, pois,
A imensidão
Do firmamento!
É de lamento
Meu canto
Lamento...
E muito...
Vontades sumidas
Inspiração perdida
Que vida!
Fatigada...
De tal modo cansada...
Lembro das cores
Juras
Sabores
Que ora
Invadem
Dilaceram...
Heranças
Inesquecidas...
Cor incolor
Teu braço de amor
Puro prazer
De sangue a ferver...
Sem condição,
Na solidão
Dou-te adeus...
É minha hora
Vou-me quieta
Ao meu abrigo
E sem perdão
Sepulcro
Dos sem razão...
Por amor
Desafiei mundos
Pulei muros
Pisei espinhos
Queria de ti
E se queria
A luz
Sem me cegar
E tua
Por inteiro seria...
Ria!
Está clareando
Tristezas
Que trás
O dia...
Quis te ver
Sentir...
Até o mundo
Quis salvar!!!
Trágica comédia...
Estava eu mesma
Completamente perdida...