terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Manhã...
RENATA BEIRO (07/02/12)
Manhã
Café
Belo odor...
Acordar
Encontrar
Paz
Carinho
Alegria...
Quem sabe
Um dia...
Sem gritaria
Entraves
De egos
Sem jogar
Passados
Porcarias...
Bilateral
Sem canal
Faz mal...
Diálogo legal
Jogar palavras
Que tal???
Inexistindo
Perdão
Vejo tudo
Partido...
Mas quero
Como quero
Novamente
Voltemos
A ser gente
Gente
No amar
Transforma
Uma casa
Num lar...
domingo, 5 de fevereiro de 2012
A página que não preenchi...
RENATA BEIRO (05/02/12)
Virei
Ah! se virei
Páginas
De carinhos
Sentimentos
Deixados
De lado...
Queria
E muito
Queria
Tivesse escrito
Em folha
De virginal
Brancura...
Mas um nada
Foi preenchido...
Vontade minha
Perdeu a rinha...
Página
Alva
Restou
Impregnada
De paz
Liberdade
Felicidade...
Virada foi...
Agora
Me restam
Outras...
Tão triste
Fiquei...
Voltei
Ao mesmo ponto
Onde deixei
Explícita
Vontade
De me ter
Em verdade...
Posso escolher
Ser ninguém
Prefiro
E tal modo
Incomodo
(Não queria a vida assim)
Ser alguém...
Adeus
Branca folha
Do meu querer
Em outra
Estou a escrever!
Que viagem!
Tem título
Basta nela
Escrever
Viagem!!!
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Viro a página!
RENATA BEIRO (02/02/12)
Viro,
Sem deleites
Enfeites
Eventos
Contundentes,
Da vida
A página
Ah! Se viro!
E me viro...
Lépida
E de tanto
E muito
Jogar
De lado
Infindos
Lamentos
Jogo ao vento
Sem arrependimento
Dor
Sofrimento...
Meu rumo
Felicidade
Sabor
Singular...
Liberdade!
Página virada
Pra mim
É quase nada!
Mesmo assim
E por assim
Ter de ser
Jogo ao vento...
Velhos sentimentos
De doce virado fel
Jogo ao vento...
Descontentamento
Viro folhas
Nem escritas...
De laços
Uma vida!
Que em sincera
Idade
Tomam rumos
Tão desiguais...
De peito
E coração
Abertos
Não dilacerados
Jogo ao vento
Palavras vis
De gente
Que já me quis...
Viro a página!
E....
Jogo tudo
Tudo jogado
Ao vento
Sem lágrimas
Descontentamentos...
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
OI! Só faz BEM!!!
RENATA BEIRO (26/01/12)
Relembro
Hoje
Ainda há pouco
De um tempo
E bem
A contento
Andava
Pelas calçadas
Interminável
Trajetória
Diária
Alguns quarteirões...
Tempos bons...
Olhava
Casas
Calçadas
Já eram
Amigas
Velhas conhecidas...
Eis que VI...
Tinha gente
Por ali!
Cruzava
Com pessoas,
Era amiga
Das calçadas!!!
De repente
Me perguntei
Por que não???
Quem comigo
Todo dia
Divide
As calçadas
Só pode ser
Amigo...
Primeira vez
Abri
Um gostoso sorriso
Atrevi-me!
Oi!Tudo bem?
Outra boca
Tímida
Se abre
Bom dia!
Ah! Que dia...
Sentia
Vida
Em casas
Calçadas...
E foi assim
Assim que foi
Minha
Entrega
De carinho
A quem
Dividia
Um pouquinho
Tão grande
Do seu dia
Caminhando
Comigo
Nas mesmas
Calçadas...
Senti
De novo
Brotar
Mesmo sentimento
Acabei de dizer
Oi! Tudo bem?
A um senhor
Que em tênis
E bermuda
Faz diária
Caminhada
Na calçada
De nossa casa!
De ora
Em diante
Podem crer
Nada
Ninguém
Vai me deter
Vai ser
E será...
Oi! Tudo bem?
sábado, 21 de janeiro de 2012
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
CANSA...
RENATA BEIRO(18/01/12)
Cansa
Se cansa...
Quem não descansa
Ser
Detentor
De todo
Qualquer valor...
Cansa
Tantas verdades
Universais
Uni
Laterais
Absolutas
Demais...
Cansa
A quem
Da humanidade
Almeja
Sana
Realidade
Confrontar
Co'a vaidade
Sobre
Humana
In
Distingue
Seja
Bondade
Ou maldade...
Vê
E só vê,
Em nada
Crê,
Não seja
A própria
Obscura
Soturna
Egoísta
Inflada
Inflamada
"Egopseuda"
Verdade...
Cansa
A quem
Descansa
Em simples
Limpos
Baratos
Lençóis...
Vez que seda
Cetim
São vida
E vidas
De um valor
Já incolor...
domingo, 15 de janeiro de 2012
LÁGRIMA...
RENATA BEIRO (15/01/12)
Lágrima
Uma
Apenas uma...
De tristeza
Alegria
Sei lá!
Mas estava lá!
Descia
Quente
Com sal
Indecente...
Nada de pranto...
Não por enquanto...
Apenas ela
Vertida
Viva!
Inclemente
Prendeu-se
Cativante
Ao semblante...
Para limpeza
Gigante...
Tinhosa
Enganou!
Jogo aberto
Entregou...
Não sabes de mim
Nem do poder
De gerar
Infindo pranto
Sem saberes
Por quê!
sábado, 14 de janeiro de 2012
EXATA MEDIDA...
RENATA BEIRO
(14/01/12)
Entre o céu
E o inferno
É só um passo...
É palavra
Mal entendida
Garras sem medidas
Falta de afeto
Em qualquer
Teto...
E certo é
O desamor...
Falta de toque
Carinho
Compreensão
Rivalidades
Sem medidas...
Ah! Do inferno
Ao céu
É abrir a porta
A certa...
Viver
Em comunhão...
E, de boa vontade,
Tentar compreender
O que ouvido
Não soube entender...
Ter mão
E braços
Abertos
Bem assim
O coração...
Espantar
Rancores
Dores
Coisas que fazem mal...
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
INSANA INQUISIÇÃO...
RENATA BEIRO
(10/01/12)
Foi assim
E assim foi...
Uma mulher
Apenas
Uma
Não voava
Qual a pluma...
Diante
De júri
Pelo qual
Fora, pois,
Noutro tempo
Julgada
Dest'hora
Recusou
Apelidar-se
Herética...
Desviada
De ideais
Regurgitados
Da turba
De pensamentos
Comum
Unitários
Viu
Ouviu
Falsas verdades...
Negou-se neófita
Desafiou
Sem nem pensar
Inclementes
Templários
Por Klepoth
Guiados!
Numa pressa
Indulgente
Lançaram
Suas sementes...
Despreocupados
De serem
Medidos
Por mesmo juízo
Usado...
E feita,
Em meio à poeira
De tão sugesta
Nojeira,
Galho a galho,
A esperada
Fogueira...
Esquecido
Julgamento
Veredito foi dado
Condenada
A condenada...
Em tronco
Foi amarrada...
Finos gravetos
Mirava
Isso
Em meio à candeia
Vela de moribunda...
Viu o fogo
Em línguas
Labaredas
Embevecer-se
Em fogueira!
Viva
Queimada
Rito atroz...
Riu
Do pior algoz...
De elemento água
No fogo,
Purificada...
Vida
Bela
Ou feia
É medida
Pela maldade
Usada...
Viu sorrir
Fênix e Pandora...
A água
Limpou o sujo
Fogo, limpeza cósmica
De tal proeza
Portando clareza
Incólume
Saiu
Da tristeza
Da fogueira
Da besteira
De humanismo
Insólito,
Insolidário
Ávido
E mesquinho...
Que pena!
Exclamou
Sorrindo!
Leva
No mal
Que é feito
Cada qual
As suas
As duras penas
Da vida escolhida...
Que pena!!!
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
PASSOS...
RENATA BEIRO
(29/12/11)
Passo a passo
No meu compasso
O quarteirão
Percorri...
Nos dedos
Cigarro aceso
Enfumaçando
Meu mundo
De um odor
Imundo...
Que mundo!
Um degrau
Me convida...
Sento
Cigarro
A queimar...
Carros
Passando
Luzes
A me cegar...
Meus deuses!
Como vim
Aqui parar?
Queria
Ah! Se queria
O tempo
Fazer voltar...
Tudo
Diferente
Seria...
Sem saudades
A me assombrar...
DÓI...
RENATA BEIRO
(29/12/11)
No dia
Que vinha
Olhava
Pro Sol
Nascente
Resplandescente
Indecentemente
Trazia
Inclemente
Tristeza
Doída
Doente
Ardente
Pior
Que dor
De dente!!!
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
AMOR PURO...
RENATA BEIRO (21/12/11)
Não!
Não falo de mim...
Falo
De quem
Na idade
Na saudade
Me dará
Imortalidade...
Gostoso
Suculento
Fruto...
Cria minha
Não vá
Desperdiçar...
Nem uma
Gota
Desse sumo
Em saudade
Pode
Restar...
Falo
Da mais pura
Cor
Odor
E calor
Que
Somente
O primeiro
Verdadeiro
Amor
Sabe
Exalar...
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
LUA CHEIA...
RENATA BEIRO (13/12/11)
Lua cheia
Cheia de graça
De graças
Também...
Banhas-me
Como ninguém...
Encantada
Canto
Belo
Uivar...
Sou filha
Da lua
Sou mulher
Reverencio
Cio
Cósmico
Estelar...
Lua
Desnuda
Nua..
Amante
Do sol...
Ardente
Brilha
Espera
Indolente
O poente...
Um instante
Ver-te
Momento
Fugaz...
sábado, 10 de dezembro de 2011
Desencanto...
RENATA BEIRO
(11/12/11)
Em cada
Canto
Um desencanto
De todos
Lados
Nem um
Só canto!!!
Ora, dizeis
Colha
Na idade
Pela cidade
Nua
Crua
Tua
Saudade
De caricata
Felicidade...
Se
O que invade
Faz-te
Covarde
Corre
Ao mundo
Gira
Mundo
Mundo
Girando
Rodando
Não há
Um canto
Cantando
Se necessário
Seja contando
Vidro
Em pedaços
Melhor
Colando
De tantos
Atos
Contratos
Resta
No chão
Cacos
Pedaços...
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
TÃO CLARO...
RENATA BEIRO
(09/12/11)
Claríssimo
Claro...
É claro!
Encaro
Nuvens
Escuras
Obscuras
Não de cura...
Nenhuma paz
Contêm...
Rio
Nada
Me detém...
Ultrapasso
Passo a passo
Trave
Escura
Não é
Do bem...
Sigo
No rumo
Comigo
O prumo
Amigo...
Vejo nuvens
Claras
No céu...
Cansada
Não vencida!
Vejo
Caminho
É de vida
E é bonita!
Reina
A beleza
Mais pura
Do amor...
Sem dor
Culpas
Ou rancor...
Peçamos!
Roguemos!
Viver!
Sem medo
Ou temor...
Voarmos
Em asas
De tão
Limpo
Amor...
Decisão!
RENATA BEIRO
(09/12/11)
Tenho
Cá no peito
Um coração
Apertado
Sem jeito...
Lágrimas
Não usa mais
Não apraz...
Jogo pra trás...
Tateado tenho
Em vão
Minha estação...
Desse trem
Descer...
Renascer
Reviver
Viver!
Cortar grilhões
Em borbotões...
Deixar pra trás...
Olhar pra frente...
Sentir saudade
De toda gente...
Voltar...
Afago
Verdadeiro
E quente
Ganhar!
Esmolar...
Nunca mais!!!
terça-feira, 29 de novembro de 2011
POETA GESTA...
RENATA BEIRO
(29/11/11)
A mente
E o coração
De poetas
Vivem
Constante
Gestação...
Geram vida
Palavras doces
Dores doídas
Indolores...
Fincam, sem dó,
E sabem...
Multiplicam
Subtraem
Felicidades
Vividas
Ou não...
Poetas
Têm dedos
Mãos...
Dilatam-se!
Não é
Em vão...
Mais uma cria
Nasce
Nesta
Outra
Dimensão...
Amamenta-se
Nos sentimentos
Chega plena
Pura
É só emoção...
Atinge
Quem, por ventura,
Pensa
Com o coração...
Poetas
Se entendem
Falando
Até mesmo
Outro
Qualquer dialeto...
Criam
Mensagens
De dores
Amores
Possíveis
Improváveis...
Pintam
Paisagens
Jamais vistas...
Ou descrevem
Com simples
Ousadia
O que se vê
Todo dia...
Poetas
Amam
Poetas
São gente
Sentem
Choram...
Poetas
São o que são...
Mentes
E corações
Em constante
Gestação...
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
SE...
RENATA BEIRO/HENRIQUE RUSCITTI
(24/11/11)
Se lembrares de mim
Brevemente
Verás...
Que a ti
Pertenci...
Em profusões
Veredando emoções
A dor eu senti...
Partilhei
Ao sol
À lua
Ao mundo
Ao vento...
Sensações
De amor
Não esperado
Em mim
Despertado...
Ao lembrares de ti
Seja,
Clamo
E proclamo,
Um pedaço de mim...
Por estar
Adentro
Eterno pertencer...
De submundos
Hemisférios coletivos
Plenos
Côncavos
Convexos
Particularidades
Trans
Vexas
Vexatórias
De tudo
Despertar-me
Vou!
Se lembrares de mim
Do que restou
Do que sou
Consinto,
Até mesmo,
Derradeiro
Intenso
Suspiro
Eterno
E terno
De amor...
E de tanto
Querer
Saber...
Amad@
Sou!
SOS MULHER XII/Coração Ferido
RENATA BEIRO
(24/11/11)
Foi assim
E assim
Foi...
Sorrateiro
Menino
Arteiro
Chegou...
De mimos
Encantou...
Enfeitiçada
Menina
Tremeu
Sorriu
Vibrou!
Disse sim...
Paraíso
Em festa!
Pura emoção
Imaculado
Coração...
Maculado
Se fez...
O tremer,
Ranger
Sorriso
Se foi...
Como pode,
Assim,
Sem decreto
Nem lei
Um homem
Lágrimas
Fazer escorrer
Pela face
De uma Mulher!
Dizer amar
E sem dó
Mostrar
Num só compasso
Do céu
Ao inferno
É um só passo!!!
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
VER...
RENATA BEIRO
(16/11/11)
De seco
Olhar
Lágrimas
Rosário
A rolar...
Seguindo
Vou
Devagar
Sem cantos
Nem desencantos...
Tristeza
Incerteza
Tal desdita
A rondar...
Trago
Em mente
Tenho
Tino
Traçado estará
Tal destino???
Viver às cegas
Me restará???
Tatear
Pontas dos dedos...
Guardo
Meus medos...
A luz
Provoca
Respostas
Odiosas
A me atormentar...
Olhos
Resplandecentes
Desenrolam
Lágrimas
Quentes...
Não mentem!
A superfície
Eu toco
A profundeza
Eu sinto
Re
Sinto
Eu sinto
Luz
A me falhar...
Olhos fechados
Percebo
Elos
Romper...
O prazer
De ver
Perder...
Tanto, ainda,
A fazer
Perguntas
A responder...
Ver
Um ramo
De flores
Receber
Um beijo
Profundo
Sentir
Mão forte
De ajuda
Puxar-me
Do poço
Às alturas
Ouvir
Dizer
Vem!!!
Sem dor
Indolor
VER
Primeira
Derradeira...
Face
De precioso
Amor!!!
(16/11/11)
De seco
Olhar
Lágrimas
Rosário
A rolar...
Seguindo
Vou
Devagar
Sem cantos
Nem desencantos...
Tristeza
Incerteza
Tal desdita
A rondar...
Trago
Em mente
Tenho
Tino
Traçado estará
Tal destino???
Viver às cegas
Me restará???
Tatear
Pontas dos dedos...
Guardo
Meus medos...
A luz
Provoca
Respostas
Odiosas
A me atormentar...
Olhos
Resplandecentes
Desenrolam
Lágrimas
Quentes...
Não mentem!
A superfície
Eu toco
A profundeza
Eu sinto
Re
Sinto
Eu sinto
Luz
A me falhar...
Olhos fechados
Percebo
Elos
Romper...
O prazer
De ver
Perder...
Tanto, ainda,
A fazer
Perguntas
A responder...
Ver
Um ramo
De flores
Receber
Um beijo
Profundo
Sentir
Mão forte
De ajuda
Puxar-me
Do poço
Às alturas
Ouvir
Dizer
Vem!!!
Sem dor
Indolor
VER
Primeira
Derradeira...
Face
De precioso
Amor!!!
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
DITADUTURA FdP!!!
RENATA BEIRO
(14/11/11)
Difícil foi viver,
Na carne,
A ditadura de direita
Que não satisfeita
Hoje
Utiliza
Marchas
Anticorruptivas
Enganando
Levando
Quem cai
No ledo
ENGANO!
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
RESTA DESCOBERTA...
RENATA BEIRO/PAULO CARVALHO
(08/11/11)
Lágrima
A escorrer
Dramático
O apático
Do mel
O drama...
Pálida lembrança
É o que foste?
História de sonho
Vontade não revelada...
Alegria roubada
Não entendo
O tudo
Ou quase nada...
Seco mágoas
Em panos úmidos
Panos
E planos
Em meio a tanto
Tudo
E nada...
Olhar parado
Ao luar...
Tento
A contento
Te desvendar
Verdades nuas...
Teu rosto
É mesmo feito
Da tal ternura?
Na rua escura
Na beira do mar...
Ondas
Redondas
Sem redomas
Pra me guardar...
Lançaste espinhenta seta
A me acertar?
Apostei ganhar!
Da luta
Não me esquivar!
De volta...
Sem revolta
Voltar marchar...
Sacrilégio
Ver mágoa
Em belo luar...
Filha da lua
A te observar
Rende-te a ela
Mulher é luar...
Do nada feito
É um lamento
Deixar ficar?
Sinto meus olhos
Lacrimejar...
Da tua medida
Justa és
Esperei escritos
Que não aos gritos
Mas tal e qual
Mitos e ritos
Sentimentos
Vivos...
Voar às cegas
Eternizar
Esse sentir...
Do breve
Em breve
Vem!
De ti
Esperei ouvir...
Estremeço
Penso...
Como pode alguém
Amor negar...
O que resta?
Tantas arestas
A consertar...
E tua voz?
Ausente, nos escritos
A me negar...
Lenta
Mente
Devagar
Reviro tudo...
E num segundo
O novo mundo
A me mirar!
Abre-se a porta!
Vou em frente
Sinto
É e no ar
São boas novas
A me encontrar...
Liberto-me
Do meu poente!
Fiz-me contente!
Nova vertente
Acalentar-me
E não ausente...
É rumo certo
A me apontar!
domingo, 30 de outubro de 2011
Tu...
RENATA BEIRO
(29/10/11)
Tu...
Me fizeste
Mudar...
Diferente
Escrever...
Sei...
Ah! Se sei
Talvez...
Nem pensei
Tanto
Me dei...
Alegria
Vivi...
Ofertei
Imenso
Carinho
Valor
Aconchego
Em calor...
Braços abertos
Colo
A embalar...
Curar
Feridas
Muito e tanto
Doídas...
Chorando dores
Choro por ti...
Todos
Amores
Num só...
Clamores
Pedidos
Perdidos
No coração...
De novo
Nós
Sem viés
Nem cós
Que seja!!!
No entre nós...
A sós...
Em nós...
Crê e vê!
Braços
A receber!
Coração a bater
Esperar
O regresso
Confesso!
De longe
Magoar...
Tempos
De reparar
Novamente
AMAR!!!
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Ecos...
RENATA BEIRO
(29/10/11)
Amar é
Grito sem eco...
Por certo
Um caos
Sem noção...
Abertas veias
Ignorada dor
Anestesiada
Faz-se indolor...
Julgada
Condenada
Um júri
Sem calor
Sem pudor...
Por bem querer
Vilã virei
Não o que sou
Mas do que sei...
Mas dou-me
Um basta!
Que raios caiam
Berrem os trovões
Rasguem, pois,
A imensidão
Do firmamento!
É de lamento
Meu canto
Lamento...
E muito...
Vontades sumidas
Inspiração perdida
Que vida!
Fatigada...
De tal modo cansada...
Lembro das cores
Juras
Sabores
Que ora
Invadem
Dilaceram...
Heranças
Inesquecidas...
Cor incolor
Teu braço de amor
Puro prazer
De sangue a ferver...
Sem condição,
Na solidão
Dou-te adeus...
É minha hora
Vou-me quieta
Ao meu abrigo
E sem perdão
Sepulcro
Dos sem razão...
Por amor
Desafiei mundos
Pulei muros
Pisei espinhos
Queria de ti
E se queria
A luz
Sem me cegar
E tua
Por inteiro seria...
Ria!
Está clareando
Tristezas
Que trás
O dia...
Quis te ver
Sentir...
Até o mundo
Quis salvar!!!
Trágica comédia...
Estava eu mesma
Completamente perdida...
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
PRA QUÊ???
RENATA BEIRO
(26/10/11)
Afoita
Qual menina
De tudo
Desprevenida
Falei
Quis dizer...
Que fazer?
Gritando
Silenciei...
No silêncio
Gritei!!!
Clamei!!!
Por Gaia
Zeus
E por Deus...
Feneceu...
Não sei eu...
Na pena
Perpetuo
A luta...
Labuta!!!
Coração
Razão
Ação
Reação
Vejo não...
Esgotou
Explodiu
Estourou...
Esperar
O quê?
Bradar
E não ver
Não crer
No crido
Desnuda
Desmerecida
Vencida
Nunca!!!
Fim
Acaba
No fim
Do fio...
Comunicação
Uni
Lateral
Diálogo mudo
De tudo
E por tudo
Pergunto
Que mundo?
Pra quê?
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
MI DIOS COMO LE HARE...
Esta página hoje é de uma querida amiga, mexicana, por quem tenho grande afeto, além de ser assídua leitora de suas poesias!
A poetisa Luz Selene Garcia Nuñez
Escuchame dios mio,quiero explicarte,
Quiero que me digas como le hare
El decea ser mi amigo,
Pero yo no quiero ser
Es muy dificil estando yo a su lado
Saboreando su perfume,
Quiero yo acariciar su piel
Sueño que me abrasa y
Me siento en las nubes,
Me siento muy contenta
Me dice tu eres mi amiga y
Se me acaba la fe
¿Como le hare para decirle que lo quiero?
¿Como le hare dime tu dios mio como?
El decirle yo tengo miedo,
Y ser su amiga,
YO NO QUIERO!
domingo, 23 de outubro de 2011
AMOR...
RENATA BEIRO
(23/10/11)
Calmo
Tranquilo
Calor
Cor
Sabor
Som
De tambor...
Flauta
Que falta!
Toque
Retoque
Carinhos
De nós...
Sem temor
Nem tremor...
Segura
Na fala
Na sala
Quarto
Contrato
Do quarto
Cadeira
Cadeiras
Na beira
Da cama
Beijinho
Cozinha...
Gostoso
Cheiroso
Maneiro
Gingado...
É AMOR!!!
CROCHET...
RENATA BEIRO
(23/10/11)
Trabalhado
Bordado
Enfeita
Mesa...
Histórias
Quantas
Em tantos
Pontos
Feitos
Encantos...
Pensamentos
Tormentos?
Sentimentos
De amor
E paz?...
Guardados
No pano
Olhando...
Pensando...
Nunca
Vou saber...
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
PENSANDO...
RENATA BEIRO
(21/10/11)
Equívocos
Comunicação
Falida
Gera
No peito
Ferida...
Palavras
Mal entendidas
Deixadas
Não lidas...
Traduzidas
Por quem
Não quer bem...
Argumentos
Ao vento...
Tem de gostar
Pra acreditar
A dúvida
Sem, dúvida,
É percepção
Decepção
Certeza
E, com certeza,
Tristeza
Jogar ao lixo
Beleza...
Momentos
Que já foram
Proezas...
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
SOS MULHER XI / PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER!!!
RENATA BEIRO (17/10/11)
BASTA!!!
Nós, Mulheres
De todas as raças
Cores
Calores
Amores
Brancas
Negras
Mestiças
Indígenas
Ciganas
Por mãos
Violadas
Em família
Na surdina
Por palavras
Violentadas
Filhos
Criados com amor
Que horror
Nos mandam
Por um fio
A puta que pariu
Respeito
À condição Mulher
É ardente
Urgente!!!
Beira
O desespero!!!
Deficientes
Sem acessibilidade
Que sensibilidade...
A todo instante
Uma cega
É estuprada
Que parada!!!
Repulsa, asco
Esse é o nome...
Não sendo suficiente
E coisa e tal
Tem a "violência institucional"
Mais uma...
Executada
Por órgãos de estado
Os que deveriam
Defender a Mulher!!!
Nossa luta
É feminista
Prima pela igualdade
Que maldade!!!
Gritamos
Clamamos
Heróicos
Brados
Retumbantes
Por uma sociedade
Igualitária e justa!!!
Onde está o erro???
Queremos, sim
Respeito
Dignidade
Cidadania...
O contingente humano
Verte
Do aconchego
De nossos ventres...
É exigência
Sermos respeitadas
Já demos o leite
Não queremos mais
Dar o sangue!
O feminismo
De questão de gênero
É causa humanitária!!!
SOS!!!
BASTA!!!
Nós, Mulheres
De todas as raças
Cores
Calores
Amores
Brancas
Negras
Mestiças
Indígenas
Ciganas
Por mãos
Violadas
Em família
Na surdina
Por palavras
Violentadas
Filhos
Criados com amor
Que horror
Nos mandam
Por um fio
A puta que pariu
Respeito
À condição Mulher
É ardente
Urgente!!!
Beira
O desespero!!!
Deficientes
Sem acessibilidade
Que sensibilidade...
A todo instante
Uma cega
É estuprada
Que parada!!!
Repulsa, asco
Esse é o nome...
Não sendo suficiente
E coisa e tal
Tem a "violência institucional"
Mais uma...
Executada
Por órgãos de estado
Os que deveriam
Defender a Mulher!!!
Nossa luta
É feminista
Prima pela igualdade
Que maldade!!!
Gritamos
Clamamos
Heróicos
Brados
Retumbantes
Por uma sociedade
Igualitária e justa!!!
Onde está o erro???
Queremos, sim
Respeito
Dignidade
Cidadania...
O contingente humano
Verte
Do aconchego
De nossos ventres...
É exigência
Sermos respeitadas
Já demos o leite
Não queremos mais
Dar o sangue!
O feminismo
De questão de gênero
É causa humanitária!!!
SOS!!!
domingo, 9 de outubro de 2011
Recuerdos y regalos...
RENATA BEIRO (09/10/11)
Tu que me fizeste mudar...
Que me fazes
De cenho franzido
Pensar...
Pensar e escrever
O que não sei mais explicar...
Deslizam
Do cérebro
Percorrendo suavemente
Meus dedos
As palavras...
E já escrevo
Inorganicamente
Coisas que não penso
Mas que sinto!
Como sinto
Cada toque teu
No meu rosto
E cada beijo teu
É mergulhar na imensidão
Que me segura
No entremeio do teu abraço...
No mais sincero
E afoito dos pensamentos
Vejo-te entregue a mim
Como gente...
Sentindo em meu corpo
Tua pela nua...
Revirando-te
Em sinuosos movimentos
Que eu mesma te incito a fazer...
Quero-te como nem imaginas...
Talvez nem como possa eu saber...
Talvez vulgar,
Mas sinceramente...
sábado, 8 de outubro de 2011
CONQUISTANDO DIREITOS!
RENATA BEIRO (08/09/11)
Dentre tantas batalhas, algumas de tímidos resultados, outras tantas vitoriosas, acreditando sempre que o saldo será muito mais positivo...Com a certeza de que a esperança vence o medo, temores são deixados de lado, nós, Mulheres, avançamos em marchas, caminhadas, no dia-a-dia, acreditando que um mundo melhor é possível!
Em nossa história de lutas pela superação das desigualdades e discriminações, erigimos uma bandeira, a da Mulher!
Incansavelmente continuaremos, confeccionando cada pedacinho de nossa história, uma colcha de retalhos, que se vai tecendo com muitas lágrimas e risos, tendo sempre em mente um objetivo, firmar nossa condição humana, somos gente, somos todas e todos diferentemente iguais.
O gênero se tece historicamente, as relações de gênero têm de ser mudadas na sua essência, em seus intrincados nós, que se foram enredando com o decorrer do tempo, tempos de opressor e oprimida. A história nos mostra o muito que mudou, a Mulher saiu da casa, foi estudar, trabalhar, independer-se emocional, social e economicamente. A realidade, porém, retrata, com fidelidade, que essa situação privilegiada não atinge, ainda, a todas nós, na verdade uma minoria...a cara da pobreza é feminina!
Engajar-se, no entanto, na árdua tarefa da construção de uma nova sociedade, cabe a todas e todos, trilhar a estrada das diferenças e injustiças é um caminho longo, devendo ser percorrido tenazmente, para que um dia, ao logo desse percurso, vejamos tremular a tão almejada bandeira da Igualdade...
A LUTA CONTINUA!
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
DESSE JEITO...
RENATA BEIRO (05/10/11)
Quem passa
Por mim
Deixa e leva
Um "pouquim"
Ando sozinha
Na loja
Na rua vizinha
Gosto
De mim
E da companhia...
Não ando só por querer
Tinha que ser
Assim escolhi...
Saio, não me retraio
Nem me traio...
Me busco
Nas risadas
Quase não dadas...
Cansei de conversas
Que não me dizem nada...
Granadas
A explodir
Quero o meu maior
Sorriso
Gargalhar
Pegar a felicidade
No ar...
Sozinha me amo
Sei que me gosto...
Sempre me quis...
Olha o que fiz...
Esperar o dia
De ser feliz...
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Vida...
RENATA BEIRO (03/09/11)
Não falo da terra
Falo do mundo
Das casas à rua...
É imundo...
Dá loucura alheia
Refém
É coisa que não convém...
Num vem e vai
Vai e vem
Da vida...
Embarquei nesse trem...
Saída, por ora,
Não tem...
Assumidos compromissos
Vive-se nisso...
Lugar
Não quero marcar...
Esperar
Rápido
O tempo passar...
Sossego, paz
Sim!
Já está n'algum lugar
Do meu jeitinho
A me esperar!!!
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
ASSIM...
RENATA BEIRO
(28/09/11)
Vi o céu
E, nele,
A lua...
Novidades
Chegam num canto!
Passarinhos!
Cantam nos ninhos...
Sinto
Dos céus
Da terra
Acolhida...
Sentido de vida
Bela medida!
Consciente percebo
Conheço sub
jetividade
Claridade
Que não pela metade
Nem metade perdida...
E de tudo despida
Chuto tristeza
Chamo esperança
Imersa
Imensa
Vem alegria
É o que me guia
Liberta...
Persisto
Resisto
Sou Mulher
É luta
Pra expressar...
Diferente minoria
Que maioria é!
Perturba, assusta
Na expressão
Libertar...
Empoderar-me, então,
Se preciso
Digo, NÃO!
Amor é coração
Pensamento, razão...
Afiadas navalhas
Palavras
Quiseram cortar!
Palavras!!!
Sou o que sou
Eterna mutação...
Independo
Do que não entendo...
Felicito, em meu caminho,
Quem me quer em carinho...
De resto...
Atenção, presto não!
Sigo assim
Preparada
Pra toda
E qualquer lambada...
Pros amores
Coração...
Por guia
A razão...
Diante do cristal
Firmamento
Em movimento
Olho o mundo
Me vejo!
Nua de qualquer lamento
Assim...
Filha da lua
Amante do sol
Afilhada do vento
Ganho asas...
Posso voar!!!
domingo, 25 de setembro de 2011
Têm coisas que não se esquece...
RENATA BEIRO
(25/09/11)
Ando devagar
Tenho sido prudente...
Quando a insanidade
Apossou-se de mim
Embeveci-me...
Nem percebi...
Perdi a razão
A questão...
Por fim, recuperei
A liberdade
E ganhei
A saudade
Desorientada fiquei
Em meio à solidão
Mas tudo no fim
Acaba...
Expor minh'alma
Não quero mais...
Ficar longe dói
Juntos ainda mais...
Não queria mais te ver
Apenas viver...
Sem querer
De londe te vi...
Solitária
E sofrida figura
Não me viste...
Agradeço!
Naquele breve instante
Num rompante
O recente passado
Galopante voltou...
Uma pontada no peito
Que dor!
Pensava não sentir nada
Ao te ver...
E num segundo
Foi tudo reviver...
Sem querer olhar
Coração a pulsar
Senti na face
Uma lágrima rolar...
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
SOS MULHER X / Tod@s contra a Pedofilia...
RENATA BEIRO
(21/09/11)
"Era uma vez...
Desde pequeninha
Carrego bem aqui, dentro
Do coração, 'lagriminha'
Empedrada com o tempo...
Vejo, ainda,
A mãezinha
Num pranto
Que me espanto...
Umedecendo um pano
Amenizava feridas
Mágoas multiplicadas...
Fitavam-me, tristes,
Seus olhinhos
Pareciam pedir socorro...
Alento, eu dava,
Umedecido pano...
Até comida fazia
No alto dos meus sete anos
Vez que as mãos torturadas
Nem batatas descacavam...
BEBEDEIRA, EUFORIA!
Sem meias
Nem meias medidas
Alegria do horror
Se chegou...
Naquele dia,
De tudo ele provou...
Até a inocência infantil
De meus olhos
Papai levou...
Pra mãezinha
Jazigo restou...
Foi aí que me olhou...
Como presa
Me caçou...
Até amigos chamou...
De coração duro
Em pedaços
Odiei aquele palhaço!!!
Com plano arquitetado
Em fuga me joguei...
Com apenas oito anos
Já conhecia as penas
Aquelas, duras da vida...
Da vida errante
Fugida,
Conheci a cidade grande...
Sem o viço da idade,
Deparei-me com outras maldades..
Ignorante e coitada
De nada fui poupada...
Conheci as mãos
De homens que eram não...
Drogada, prostituída
Vi, de novo,
A saída...
Fui procurar
A mãezinha
Voltei a ser criancinha..."
Mas no papel fui lembrada:
Corpo de criança (não identificada),
Cerca de nove anos,encontrado na estrada X,
Causa aparente da morte: overdose.
(21/09/11)
"Era uma vez...
Desde pequeninha
Carrego bem aqui, dentro
Do coração, 'lagriminha'
Empedrada com o tempo...
Vejo, ainda,
A mãezinha
Num pranto
Que me espanto...
Umedecendo um pano
Amenizava feridas
Mágoas multiplicadas...
Fitavam-me, tristes,
Seus olhinhos
Pareciam pedir socorro...
Alento, eu dava,
Umedecido pano...
Até comida fazia
No alto dos meus sete anos
Vez que as mãos torturadas
Nem batatas descacavam...
BEBEDEIRA, EUFORIA!
Sem meias
Nem meias medidas
Alegria do horror
Se chegou...
Naquele dia,
De tudo ele provou...
Até a inocência infantil
De meus olhos
Papai levou...
Pra mãezinha
Jazigo restou...
Foi aí que me olhou...
Como presa
Me caçou...
Até amigos chamou...
De coração duro
Em pedaços
Odiei aquele palhaço!!!
Com plano arquitetado
Em fuga me joguei...
Com apenas oito anos
Já conhecia as penas
Aquelas, duras da vida...
Da vida errante
Fugida,
Conheci a cidade grande...
Sem o viço da idade,
Deparei-me com outras maldades..
Ignorante e coitada
De nada fui poupada...
Conheci as mãos
De homens que eram não...
Drogada, prostituída
Vi, de novo,
A saída...
Fui procurar
A mãezinha
Voltei a ser criancinha..."
Mas no papel fui lembrada:
Corpo de criança (não identificada),
Cerca de nove anos,encontrado na estrada X,
Causa aparente da morte: overdose.
domingo, 18 de setembro de 2011
VERSO DO VERSO...
RENATA BEIRO
(18/09/11)
Sou o que sou
Amado, Jorge...
Cravo e canela
Orgulho brasileiro,
Mas beiro a condição
Ambulante
Metamorfose
Me lembra Raul!
Maluco...
Que beleza!
Não Gabriela!
Nasceu, cresceu e sempre
Vai ser assim!
Sai de mim!
Que dose!
De Seixas
Overdose
Se é de felicidade
Posso dessa morrer...
Meu instante
É viver!
Ser...
O sol bendizer
Na lua renascer...
Cantar
Bailar
De cabeça
No mar
Mergulhar...
Projetar meus desejos
Planos de planos
Não sei de lucros
Ou danos
Assim mesmo
Arriscar...
Em chuva de verão
Enxuta ficar
Ou não...
Entalado grito
Poder uivar...
Ansiedade de espera
É coisa que não se espera
Emudece...
Entristece...
Faz o chão se perder...
Flutuar no espaço
Feito aço
É suado
Pesado...
De leve e num toque
Suave, sem retoque
Voltar-me
Pra mim...
Ouvir do vento
Assovio
De longe
Trazendo alento
Às dúvidas
Que ora atentam...
Ontem, sim
Hoje, não
Amanhã, sei lá
Depois, não sei não
Só o tempo dirá...
(18/09/11)
Sou o que sou
Amado, Jorge...
Cravo e canela
Orgulho brasileiro,
Mas beiro a condição
Ambulante
Metamorfose
Me lembra Raul!
Maluco...
Que beleza!
Não Gabriela!
Nasceu, cresceu e sempre
Vai ser assim!
Sai de mim!
Que dose!
De Seixas
Overdose
Se é de felicidade
Posso dessa morrer...
Meu instante
É viver!
Ser...
O sol bendizer
Na lua renascer...
Cantar
Bailar
De cabeça
No mar
Mergulhar...
Projetar meus desejos
Planos de planos
Não sei de lucros
Ou danos
Assim mesmo
Arriscar...
Em chuva de verão
Enxuta ficar
Ou não...
Entalado grito
Poder uivar...
Ansiedade de espera
É coisa que não se espera
Emudece...
Entristece...
Faz o chão se perder...
Flutuar no espaço
Feito aço
É suado
Pesado...
De leve e num toque
Suave, sem retoque
Voltar-me
Pra mim...
Ouvir do vento
Assovio
De longe
Trazendo alento
Às dúvidas
Que ora atentam...
Ontem, sim
Hoje, não
Amanhã, sei lá
Depois, não sei não
Só o tempo dirá...
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
LUA CHEIA...
RENATA BEIRO
(12/09/11)
Chega a noite
É clara
Linda cara...
O sol ilumina O dia
A lua, A noite amiga...
Clareia, sensual, maternal
Plena e cheia de encantos
De encantos e de amor...
É noite de lua cheia
Lua cheia de graça
E muitas graças também...
Guardiã de muitos segredos
Até mesmo os de paixões...
Uivar qual uma loba...
Nada boba...
Lua, sou tua, sou mulher...
Cúmplices
Somos nós...
Branca e até vermelha
Uma grande, imensa luz!
É quase um sonho!
Reluz...
E tanto me faz feliz!
Não quero a magia espantar
Me faz, ela, sonhar
E, sem perceber, amar...
Viver com a terra
Não nela...
Num perfeito movimento
Em orações espontâneas
Da lua a força buscar
Espiritual feminino...
Em mandalas
Trajetórias cíclicas
Em ritos poder dançar
Dar
Doar...
Reverenciar Gaia
Terra, a minha Mãe
Num círculo
Sem início ou fim
Quebra toda a hierarquia
Somos todas iguais...
Resgatando perdidas memórias
Por histórias mal contadas...
Em sendo assim, peço
Bênçãos à Divina Mãe...
domingo, 11 de setembro de 2011
MUDANÇA...
RENATA BEIRO
E
PAULO CARVALHO
(11/09/11)
Vazio é o verso
Se sentido ele não tem
Argumento reverso...
Acontece o que parece
Ou só eu apenas enxergo?
Não nos cabe arder em chamas
É o carinho quem clama...
Quem mudou...?
Ou mudou o verso?
Não sei nominar
O que nem nome tem...
Chegou-me cedo demais
Ou muito tarde, nem sei...
Consciente ou inconsciente
A mente
Por vezes mente
Muda em pranto
O belo canto
Que canto!
De um sentimento tanto...
E tanto se mudam
Os tempos
Seus contratempos...
Novos tempos!
De vontades outras...
Absurdo é o que não muda...
O ontem não é o hoje
O hoje não é o amanhã
Amanhã será o quê?
Por ora, nem quero saber...
À vida, deixar contar...
De cabeça, mergulhar
Num lindo incógnito mar
Desconhecer o que vou encontrar...
Que bons tempos de mudar!
De lado,
Melancolia deixar...
Dúvidas, fiquem pra lá!
Da alegria, da fantasia,
Com alegria,
Deixar-me escravizar...
Num toque suave e leve
Me procurar...
É isso
E por isso
E mais que isso...
Deixar ao tempo
O que tiver de mudar...
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
SOS MULHER IX / MÃOS
FATIMA PORTO, escritora/poetisa portuguesa, escreveu a poesia Mãos, segue na íntegra! Com a permissão da detendora do crédito poético, abaixo da postagem original, fiz uma leitura com imagens, adicionando os versos à coletânea SOS MULHER.
Mãos
Afagam, dão carinho
Mãos
Suaves, deliciosas
Mãos
Magoam, torturam
Mãos
Calam, sofrimento
Mãos
Ferem, esmagam
Mãos
Atiram pedras
Matam …
FATIMA PORTO
in: http://portodefatima.blogspot
************************************************************************************
MÃOS
Mãos
Afagam, dão carinho
Mãos
Suaves, deliciosas
Mãos
Magoam, torturam
Mãos
Calam, sofrimento
Mãos
Ferem, esmagam
Mãos
Atiram pedras
Matam …
FATIMA PORTO
in: http://portodefatima.blogspot
************************************************************************************
MÃOS
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
AMOR DE PRIMAVERA...
RENATA BEIRO
(05/09/11)
Amor de primavera
É chuva de verão
Vem e vai
Rapidinho
Nem lágrima
Deixa não...
Juras de quimera são
Reanima
O coração...
Chega ousado
Atrevido
Carente
Atraente
Com toques
Quentes
Envolventes
De entregas
E de prazer...
Amor de pele e beijo...
É coisa que vai
Com o vento...
Deixando um vazio
Cá dentro...
Camuflando sentimento
Que no seu mais grave alento
Clama por um respeito
Ao peito, que jeito!
Que vai, sei lá, machucar...
Petála tão delicada
Alma deixada exposta
Procurando sempre respostas
Sendo a verdade uma só
O bem que faz e faria
A magia de só rir
Sorrir de olhos e bocas
Matando a douda vontade
De afeto poder mostrar...
Sem medo e bem a contento
De peito aberto
Poder dizer:
"Te guardo é bem aqui!"
Querer a alma em paz
Tudo no seu lugar!
E tanto e de tanto querer
Renascer e viver
A condição de poder
Amar!
Até mesmo sem querer...
domingo, 4 de setembro de 2011
NAÇÕES...
RENATA BEIRO
E
PAULO CARVALHO
(03/09/11)
Clamo deuses, deusas
Lua, sol
Raio e trovão
Para na mente ter clareza
Em mãos dormentes
Firmeza...
Todas as proteções
Ao narrar certeiras ações...
Chega-me Alves, o Castro
E dele recebo algo...
Maestria
Ouço do mar
Do mar que não é distante...
"...Dize-o tu, severa Musa
Musa libérrima, audaz!..."
"...Quem são estes desgraçados
Que não encontram em vós
Mais que o rir calmo da turba
Que excita a fúria do algoz..."
"...São os filhos do deserto,
Onde a terra esposa a luz.
Onde vive em campo aberto
A tribo dos homens nus..."
Colombo quis navegar...
E nesta terra, Brasil
Choros negros
Quem não ouviu?
Os "bons" colonizadores
Por toda parte plantaram
Os negros daquele navio
Até nas áridas terras
Do nordeste do Brasil...
Inda, à parte, uma pátria
Gente da cor do cinza
Indefinidos o são...
Terra firme, resistente
Nem relâmpago é errante...
Paisagem silvestre
Povo descalço
Com pés no chão...
Entendem de desapego
Prática já constante
Oriundos de Masai, Tuaregs
Berberes, Bantos, Soninkés
África de leste a oeste
De sul a norte também...
À força foram trazidos
Acenando às suas nações
Reis, Rainhas
Negros e negras lindas
Que vinda!
Trazendo nas negras barrigas
Fetos de brancos, céus...
Negros de olhos azuis
Brancos de cabelos "tuins"
Bêbedos, náufragos, degregados
Hoje só uma nação...
Nação dos que nada têm
De cabelos ou peles "ruins"
Com imensos corações
Possuem uma coisa ou duas!
Acreditam ser verdade
Que a medida do amor
É amor sem medida...
História perdida
Em sua terra de origem
Materialismo não concebiam
Viam o ser, e se viam
Como eixo da criação
Do africano humanismo
Magicamente impregnado
Por forças vitais
Irmanavam-se às forças
Aquelas que são as cósmicas...
Sem preocupação
Co'a produção
Não preconizavam revolução
Em meio ao seu meio ambiente...
Hoje, sem nada em troca querer
Doam-se em amizades
Cativando laços que medidas não têm...
Andam por trilhas de cabras
Ou de terra mesmo, batida
Por princípios, respeitam
Nem sempre, respeitados...
Amam-se
E são norteados
Por solidariedade
É verdade!
Caminham milhas
Carreiras de formigas...
Além de peso, carregam em suas cabeças
Sonhos e esperanças
Quiçá nunca alcançadas...
Trilham em fila indiana
Dividindo aquilo que têm...
Sua existência passeia
De braços com a elegância
Herança desconhecida
Forma-se ignorância...
E, num amor desmedido,
Esperam na esperança
Talvez esteja perdida...
Atrofiados, desvalidos vão
Resvalando na vida
Acreditando em verdades
Faladas por falsos profetas
Em igrejas que se locupletam...
Políticos que não se manifestam...
Povo bravio, vindo do navio,
Esta vida desconhecem
Creem na indefinível
Fé e esperança...
Que herança!
A situação
De linhas tão desiguais
Dos pensamentos europeus...
Trazidos, submetidos à nova terra
Que prega
História contraditórias
Nas formações estatais
Do mundo ocidental...
Trazem na oralidade
As passadas Histórias
Enquanto usamos a pena
Por falta de boa memória...
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
Tratos...
RENATA BEIRO (01/09/11)
Caço palavras ao vento
Semeio em meio à tempestade
Grande, imensa vontade
Brincar de escrever
Que saudade!!!
É coisa que não tem idade...
Hoje busco verdades...
Faço trato
Me retrato
De bem querer
Nunca maltratado...
Tratado trato
Assinar contrato...
Me espanto
E me encanto
Com ritos nunca pensados...
Leves palavras
Silêncio pesado...
Fugidias gentilezas
Cobertas de delicadezas...
Tigresa e tigre
Combinação perfeita...
Entre paredes
Que são quatro
Apenas um quarto...
Um quarto do trato...
Parte de um contrato...
Predestinado, será?
Com carinho
A ser assinado...
O tempo passa
O passa tempo
Vou-me ao encontro
Do vento...
De tudo quero
Nada espero...
Só a certeza
De ter certeza
Da breve vista
A beleza...
De tez desnuda
Saber qual lua
Na calada noite
Cúmplice
Testemunha
De audíveis sussurrar...
Depois de tudo
E lado a lado
Deixar à vida
O que ficará de lado...
Caço palavras ao vento
Semeio em meio à tempestade
Grande, imensa vontade
Brincar de escrever
Que saudade!!!
É coisa que não tem idade...
Hoje busco verdades...
Faço trato
Me retrato
De bem querer
Nunca maltratado...
Tratado trato
Assinar contrato...
Me espanto
E me encanto
Com ritos nunca pensados...
Leves palavras
Silêncio pesado...
Fugidias gentilezas
Cobertas de delicadezas...
Tigresa e tigre
Combinação perfeita...
Entre paredes
Que são quatro
Apenas um quarto...
Um quarto do trato...
Parte de um contrato...
Predestinado, será?
Com carinho
A ser assinado...
O tempo passa
O passa tempo
Vou-me ao encontro
Do vento...
De tudo quero
Nada espero...
Só a certeza
De ter certeza
Da breve vista
A beleza...
De tez desnuda
Saber qual lua
Na calada noite
Cúmplice
Testemunha
De audíveis sussurrar...
Depois de tudo
E lado a lado
Deixar à vida
O que ficará de lado...
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