terça-feira, 7 de junho de 2011

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Eduardo Tornaghi, querido amigo, esta página é sua!




Mexendo e remexendo em vídeos musicais, encontrei meu amigo cantando com Moreira da Silva, fiz-lhe o presente, postei a pérola em seu mural (rendeu um "pergaminho" de elogios ao ator), ato contínuo Tornaghi me diz ser Moreira o seu mestre, acertei na mosca!
Eduardo dá uma aula sobre o Samba de Breque, versos improvisados, da radicalidade do corte - que chega a parar a melodia, para inserir um discurso, tornando Moreira o ícone de um gênero, completado pela imagem do malandro à antiga.
Ao dizer ao amigo que estava aprendendo - quanta generosidade - responde-me "que só se acorda no outro o que ele já aprendeu por ter vivido, daí o "estalo"!
Tudo recheado de "feeling", "savoir fair e être"!!! Muito bom!



sábado, 4 de junho de 2011

Só Poesia...


Dá-me a Tua Mão

Dá-me a tua mão: Vou agora te contar como entrei no inexpressivo que sempre foi a minha busca cega e secreta. De como entrei naquilo que existe entre o número um e o número dois, de como vi a linha de mistério e fogo, e que é linha sub-reptícia. Entre duas notas de música existe uma nota, entre dois fatos existe um fato, entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam existe um intervalo de espaço, existe um sentir que é entre o sentir - nos interstícios da matéria primordial está a linha de mistério e fogo que é a respiração do mundo, e a respiração contínua do mundo é aquilo que ouvimos e chamamos de silêncio.

Clarice Lispector

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Assim eu quereria minha última crônica (Fernando Sabino)

Há muitos anos, quando li pela primeira vez esta crônica, chorei, baixinho, disfarçando as lágrimas. Na época, Professora de Língua Portuguesa. Os alunos faziam silenciosamente suas tarefas e eu li, reli, e sempre que volto a este texto, eu...choro,é lindo! RÊ
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A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever.

A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: "assim eu quereria o meu último poema". Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.

Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.

Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho -- um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.

A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.

São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: "parabéns pra você, parabéns pra você..." Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura - ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido - vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.

Assim eu quereria minha última crônica: QUE FOSSE PURA COMO ESSE SORRISO.


sábado, 28 de maio de 2011

Atingir Dilma com Lula é atingir Lula por Dilma


Há quase um ano, escrevi aqui no blog algo que me pareceu, desde então, óbvia: se Lula é Dilma, Dilma é Lula.

Não, é obvio, a mesma pessoa, não o mesmo estilo. Mas o mesmo projeto político.

E isso é, ou deveria ser, óvio. Embora muitos se esqueçam.

Disse, em agosto do ano passado, às vésperas do primeiro debate na televisão, que esta deveria ser a primeira regra a ser lembrada no raciocínio e na argumentação.

Este seria o enfrentamento.

Não tenho qualquer razão para modificar esta convicção.

E não creio que nossos adversários da direita pensem diferente.

Deles, disse que “o que vão dizer contra Dilma é o que gostariam de dizer contra Lula e não têm coragem eleitoral de fazer, diante da popularidade do presidente.”

Sei que a Presidenta tem essa compreensão, porque é uma militante experimentada e entende que na política, faz-se como o nosso quero-quero gaúcho: cantam de um lado para desviar a atenção do ninho que está em outra parte do campo.

Duvido que prosperem as intrigas, como a que sai no Estadão, de que Dilma teria ficado agastada com a repercussão dos diálogos que Lula manteve para fazer baixar a temperatura da crise criada com o episódio Palocci.

Não só não está como vai se articular com ele em todas as frentes para repelir esta ofensiva. Sabem que um vira alvo porque o outro é alvo. Porque Dilma é Lula e Lula é Dilma.

E a ajuda que Lula pode prestar a Dilma no campo da política é tão valiosa quanto a que a ele deu Dilma, ao tornar administrativa e ideologicamente mais consistente seu Governo.

E, claro, tem mais liberdade de mover-se no campo da política do que ela, que está presa aos deveres da administração e aos limites que seu cargo impõe à certa explicitude nas palavras.

Por exemplo: poderia ter dito Dilma, com todas as letras, o que disse Lula em conversas com políticos? “Esse Kassab é Serra. Não se iludam!”, não é um balizamento que, embora verdadeiro, possa vir da boca da presidenta. Mas nesta notícia, como em todas outras, um simples exame basta para ver como funciona o jogo de intrigas. O ex-presidente Lula jamais diria que é ingênuo um governo que está sendo atacado justamente na figura de um ministro que foi um dos mais importantes de seu Governo, Antonio Palocci.

A política tem seu tempo de agir. O velho senador Pinheiro Machado, ao enfrentar hostilidades, ordenou ao cocheiro que saísse com o coche dali, mas “nem tão rápido que pareça fuga, nem tão devagar que pareça afronta”.

Estes tempos difíceis serão superados, embora nos agoniem e nos façam perder, por algum tempo, um que outro companheiro de viagem.

Serão, se entendermos, Lula, Dilma e todos nós que Dilma é Lula e Lula é Dilma.

A nós, que enfrentamos o combate eleitoral – como a eles, que o protagonizaram – não há de faltar esta lucidez. A de que não vencemos para, por situações menores, por tudo a perder.


Fonte:http://www.tijolaco.com/

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Índio Guarani morto a pauladas


Neste dia o nosso parente índio Guarani foi morto por golpes repetidos na face por posseiros mandados, e logo, mais um dos nossos jovens índios, que, como frequentemente ocorre, cometeu suicídio, vítima de depressão, desesperança e alcoolismo, porque nossas Aldeias são queimadas para forçar nosso povo Guarani-Kaiowá a saírem de suas terras, para o plantio de soja e agronegócio. Te peço por favor que me ajudem á divulgar isso, pois queremos que chegue às mãos de alguma ONG internacional, ou alguma autoridade ligada á direitos humanos que possa nos ajudar, porque parece ser a única chance de freiarmos isto, uma vez que a máfia que está por trás do genocídio em curso está infiltrada em todos os ramos de órgãos oficiais e entidades, e são poucos os que têm a coragem de falar ou fazer alguma coisa, pois os mafiosos ameaçam e matam sem hesitar. E agora, como se não bastasse, no sábado do dia 23/10/2010 mais um parente indígena Pataxó Hã Hã Hãe José de Jesus Silva (Zé da Gata) de 37 anos, da Aldeia Caramuru Paraguaçu no município de Pau Brasil - Bahia, foi morto por volta das 18h 30min na estrada que liga Pau Brasil a Itaju do Colônia. O assassinato ocorreu no caminho de sua aldeia, Terras Indígenas que foi retomada recentemente, e que faz parte do processo da extensão da Terra Indígena Caramuru.
De: Ronaldo Tadeu Martins Rainha

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Bem que minha mãe falou...

Sou Uma Criança, Não Entendo Nada
Erasmo Carlos
Composição : Erasmo Carlos

Antigamente quando eu me excedia
Ou fazia alguma coisa errada
Naturalmente minha mãe dizia:
"Ele é uma criança, não entende nada"...

Por dentro eu ria
Satisfeito e mudo
Eu era um homem
E entendia tudo...

Hoje só com meus problemas
Rezo muito, mas eu não me iludo
Sempre me dizem quando fico sério:
"Ele é um homem e entende tudo"...

Por dentro com
A alma tarantada
Sou uma criança
Não entendo nada...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Lua Cheia deTouro II

Lua Cheia de Touro






Em 17 de maio de 2011, às 08:10 hs, horário de Brasília, foi a Lua Cheia de Touro, quando é realizada a celebração máxima do Budismo, o Festival de Wesak, no vale dos Himalaias, na India, em homenagem a Lord Gautama.

O Sol a 26 graus de Touro e a Lua a 26 de Escorpião. Creio que todos estão sentindo a vibração forte que esta lua cheia representa.

Estas imagens servem para nos conectar com essa energia e para a canalizarmos construtivamente.

Há ciclos no fluxo e refluxo das energias espirituais, com os quais os grupos, tanto quanto os indivíduos, podem conscientemente cooperar. Aproveitem para fazer uma meditação, este é o momento propício.




Fonte: Silvane Barbena

sábado, 14 de maio de 2011

Levantando da queda...???





Diz que a necessidade ensina o sapo a pular, que devagar se vai ao longe, que o melhor da queda é levantar!
Percebo que não caí! Ah! Se tal acontecesse teria visitado o 8 ou o 80!
Sinto a vida terrena como um grande exercício circense: equilibrar-se na finíssima corda bamba de existência, bela visita ao planeta!
Da altura do fio do equilíbrio, vejo os dois lados, um é a sanidade total, é loucura; o outro, é a insanidade completa, é loucura! Aí de mim se cair...
Na real, eu não caí, fiquei pendurada na corda que presentearam ao nascer!
Tivesse caído, já era!
Vejo que apenas ajustei o presente ofertado, de modo que pudesse nele continuar!
Na verdade nunca tombei, minhas mãos agarravam-se ao fio!
Entendi, também, o desenho da vida. É olhar um eletrocardiograma, muito picos e... baixos.
Partirmos, fica uma linha reta! Aí é a morada do equilíbrio, é neste fiozinho, com o sopro da vida, que se vai exercitar no picadeiro o que é viver!
Desejo boa sorte a todas e todos que vivem a mesma experiência que eu!
A humanidade!

Esse é o mundo repleto de mitos, ritos, gritos, conflitos! É tudo estranhamente metafórico e compartilhado numa via de mão dupla, a famosa Route www.

A bientôt, j'espère!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Sou eu, hoje







POSTEI EM 12/05, SUMIU DO BLOG!

TRISTEZA!






Estou numa tristeza profunda. Parece febre que não passa, nem um sorriso consigo desenhar!É uma tristeza de falta de esperança. Nunca sentira assim, tão forte. Sou uma mulher que está infinitamente triste!Minha ingenuidade é tamanha que só percebo que caí quanto já estou lá.... E aí a tristeza chega e a esperança se vai!...
Mas tudo passa, nada é para sempre!


(NÃO SEI SE ESTE É FIM DA POESIA, POSTEI NO DIA 11/05,SUMIU DO BLOG, NÃO TINHA ESCRITO NO PAPEL, ESSE NÃO FALHA!)


terça-feira, 10 de maio de 2011

À minha prima, Tânia Jamardo Faillace


Tânia Jamardo Faillace nasceu em 1939, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Jornalista e escritora, entre suas obras registradas na Biblioteca Nacional está o livro Beco da Velha, que é composto de 19 volumes (7.748 páginas), escrito durante 10 anos, sendo, sem dúvida, um sério candidato ao mais extenso livro do mundo. A obra continua inédita. Publicou, além de Fuga e Adão e Eva, os livros de contos O 35º Ano de Inês, Vinde a mim os Pequeninos e Tradição, Família e Outras Estórias e o romance autobiográfico Mário/Vera. Também participou de mais de 20 antologias no Brasil e no exterior.





Fragmento do romance “Beco da Velha”




Parte II – Maria Geneci – aprendizados)


Na Luz Mortiça da Estação


Maria Geneci não foi muito longe naquela primeira viagem. Desceu numa estação rodoviária acanhada, simples ponto de venda de passagens, e perguntou: “donde é que fica esta rua?”

Quantas vezes tornaria a fazer essa pergunta, ora sorrindo, ora impaciente, ora raiva luzindo nos olhos, ora cansaço amortecendo a voz... Naquela noite, começava pura interrogação. Com um pouco de inquietude, talvez, porque nunca dormira fora de casa, e não tinha assimilado o fato de ter ido embora. Tinha ido, mas ainda não sabia o tamanho disso, como uma coisa inteira, completa, para toda a vida.

Assim, teria quase podido explicar: “Sô a fi’a do Venâncio Barros, e vim m’impregá pra num pesá mais em casa, e num percisá me casá”. E domingo, faria o caminho de volta, e levaria presentes da cidade para os irmãos, e visitaria a dona das cabras, como quem saiu e cresceu – e passearia com Alfredo à beira do Jacuí, tão virgem como antes.

Na luz mortiça da estação, Maria alisou mais uma vez o papelzinho para deixar clara a anotação de Alfredo. Os ondulados faziam sombras, talvez por isso, o bilheteiro encolhesse os ombros e nada dissesse. Maria voltou-se para o interior da sala de espera, onde o piso marrom de cimento alisado absorvia os amarelos das duas lâmpadas. E repetiu, para um banco comprido, para alguns pacotes e sacolas trançadas: “donde é que fica esta rua? Esta aqui, ó...” e leu.

Alguém lhe respondeu. Arrastou os pés com chinelos e veio de lá. Fez mais: acompanhou-a até a esquina e apontou-lhe o caminho. Um velho magro, alto, abraçado num embrulho feito em papel jornal, unhas espessas, encardidas de terra.

Maria fez que sim, e foi-se a seu destino.


A Cidade


O primeiro emprego de Maria como doméstica. Sem saber o trivial, sem lavar as mãos antes de servir, batendo as portas, gritando com visitas e fornecedores desde o sobrado, rindo alto e ficando na sala, quando se agradava de uma conversa.

Sua dificuldade em “saber o seu lugar”, em compreender isso, em decorar os horários e o regimento daquela casa, que não era sua, que não devia jamais encarar como sua. Aprender a deitar e a dormir numa cama que lhe cediam, não lhe davam. Descobrir aos poucos, em etapas, o sentido do que disse Alfredo no último dia... “semo pobre”, e o que estava junto.

Maria Geneci conhecendo a palavra “cidade”. Ninguém se pergunta se há um rio mais adiante, se os porcos são melhores que as cabras, se as galinhas já começaram a pôr... Em compensação, as pessoas, as roupas, e, principalmente, os preços das coisas, são muito importantes.

O aturdimento de Maria Geneci durou pouco. Logo percebeu que havia ali um outro mundo real, que era preciso entender para não cair fora. Diferente de antes, diferente de “lá fora”, a cidade não admite ser ignorada: expulsa quem não a conhece, quem não entra em seu jogo.

O dinheiro, por exemplo. Quem pensaria que Maria Geneci se tornaria tão hábil em matéria de preços, compras, trocos, salários, descontos, assim rapidamente? Que o dinheiro pesaria em sua mão como um penhor, um resgate?

É isto o que me mantém viva, diria ela, se tivesse o hábito das frases feitas, ao receber seu salário. De certo modo, concentravam-se ali todos os velhos significados: do primeiro ao último minuto do dia. Cada ação sua era avaliada em centavos, em cruzeiros, era somada ou subtraída a seu valor, conforme servisse à patroa ou a si mesma.

Alisava nota por nota sobre o joelho, calculando o que continham: as lavagens de roupas, de louças, de panelas, os atendimentos de porta, as faxinas, os almoços e as outras refeições, e também uma parte do vestido que pretendia comprar no mês seguinte, quando completasse seu preço. Ou o vestido se permutava com as lavagens e os almoços? Havia qualquer coisa ali, que lhe escapava. Contava e recontava seu salário no rastro de uma idéia obstinada e esquiva.

Quando desistia, deitava-se em sua cama de armar (semelhante à de seus irmãos pequenos), e sonhava um sonho nebuloso, onde entravam bandidos, montes de dinheiro, um rio imenso, parecido a um braço de mar – e já se erguiam montanhas pedregosas, e cascos ágeis trotavam encosta acima, para um cume aberto, ventoso e azul.

Era quando o peito de alguém – dela mesma? – dilatava-se na ânsia de tomar mais ar, de engolir o céu, as cabras, o tesouro dos bandidos, os próprios bandidos... tão grande, tão amplo, que cabiam toda a terra e todo o mar dentro. Porém esse peito era generoso e não os destruía: sugava-os para enriquecê-los, para devolvê-los mais bonitos, mais brilhantes, mais novos.

Na volta, na descida, era uma onda mansa e terna que lavava a praia, redemoinhava nos buracos cavados pelos tatuís.

Maria Geneci distinguia agora o que era fingimento e o que era de verdade. Só que havia fingimentos – quer dizer, coisas que não existiam de ver e apalpar – muito reais.


FONTE: http://www.becodavelha.com/beco%2004%20-%2024%20-%20port.htm

sábado, 7 de maio de 2011

Fragilidade, o teu nome é mulher!



Fragilidade, o teu nome é mulher! Esta exclamação, saída de Shakespeare, bem simboliza o grau de respeito com o qual as mulheres deveriam ser tratadas. Já não é de hoje, porém, que a realidade é outra, como tristemente constatou Montesquieu ao lamentar que “o desrespeito pelas mulheres tem sido constantemente o sinal mais indicativo da corrupção moral”.
É assim que no Brasil, conforme pesquisa da Sociedade de Vitimologia Internacional, 25% das mulheres são vítimas de violência doméstica, e 70% das mulheres assassinadas foram vítimas dos próprios maridos.

Na Suíça, especialistas denunciaram que a violência doméstica é uma ameaça mais séria para a Sociedade do que o crime organizado.

Na Espanha, conforme o jornal El Mundo, a violência contra as mulheres tem gerado mais de 50.000 denúncias a cada ano.

No México, segundo o jornal El Imparcial, “a Pesquisa Nacional sobre Violência contra as Mulheres, realizada pela Secretaria de Saúde, registrou que pelo menos 60% das mulheres têm sido vítimas de algum tipo de violência durante suas vidas por parte do marido ou algum outro membro de suas famílias”.

“A violência doméstica é um problema crescente no Reino Unido, com 830 casos registrados a cada dia”.

Na Índia, conforme registrou o jornal The Times of India, “37% das mulheres casadas são vítimas de violência por parte dos maridos”.

No Irã, uma mulher chegou a ir aos Tribunais pedindo uma ordem judicial que limitasse o número de surras que levava de seu marido.

E aí vai!!!A humanidade quer ir a Marte, mas ainda não consegue conviver civilizamente nem dentro de casa!!!






Pedro Valls Feu Rosa in http://araretamaumamulher.blogspot.com/2010/11/fragilidade-o-teu-nome-e-mulher.html/adaptado por Renata

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Mãe!





Mãe, obrigada por ser sua filha!


Minha Mãe

Minha mãe, minha mãe, eu tenho medo
Tenho medo da vida, minha mãe.
Canta a doce cantiga que cantavas
Quando eu corria doida ao teu regaço
Com medo dos fantasmas do telhado.
Nina o meu sono cheio de inquietude
Batendo de levinho no meu braço
Que estou com muito medo, minha mãe.
Repousa a luz amiga dos teus olhos
Nos meus olhos sem luz e sem repouso
Dize à dor que me espera eternamente
Para ir embora. Expulsa a angústia imensa
Do meu ser que não quer e que não pode
Dá-me um beijo na fonte dolorida
Que ela arde de febre, minha mãe.

Aninha-me em teu colo como outrora
Dize-me bem baixo assim: — Filha, não temas
Dorme em sossego, que tua mãe não dorme.
Dorme. Os que de há muito te esperavam
Cansados já se foram para longe.
Perto de ti está tua mãezinha
Teu irmão, que o estudo adormeceu
Tua irmã pisando de levinho
Para não despertar o sono teu.
Dorme, minha filha, dorme no meu peito
Sonha a felicidade. Velo eu.

Minha mãe, minha mãe, eu tenho medo
Me apavora a renúncia. Dize que eu fique
Afugenta este espaço que me prende
Afugenta o infinito que me chama
Que eu estou com muito medo, minha mãe.




Fonte: www.releituras.com (c/adaptações)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

DIA DAS MÃES/Falo a minha mãe e a meu filho






O que minha mãe me deu e quero sempre dar a meu filho!




Proteção é te incentivar a avançar e alertar-te para os perigos, ajudar-te a pensar por ti mesmo! É te dar a liberdade para fazeres tuas escolhas! Deixar-te voar, atento aos limites, para que não te percas numa imensidão!
Ah! Mas eles, os limites, se vão abrindo! Mostrando-te novos horizontes, que podem te apontar, conforme trabalhares isso, o caminho para que realize teus sonhos!

Filho, há coisas boas que doem, mas eu vou estar sempre aqui!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Desentendimentos...



A comunicação é um processo que, além de sua importância nas mais diversas áreas, dos inúmeros
campos onde sua aplicabilidade é imprescindível, não deve ser esquecida num espaço onde ela permeia as
áreas físicas, culturais, sociais, psicológicas, espirituais e intelectuais do meio familiar.
Lembramos que o uso da comunicação em qualquer área do desenvolvimento humano, deve ocorrer
de forma consciente, pois pode exercer as mais diferentes funções como: ideológicas, informativas, de
entretenimento, cognitiva, entre outras. Se esta não ocorre de forma adequada, pode gerar interpretações das
mais diversas formas, caracterizando assim os desvios comunicacionais na família.

Um olhar crítico e vigilante do nosso cotidiano nos revela a fragilidade das relações sociais como o amor, a família, a comunicação, entre outras,outros aspectos que afetam diretamente o desenvolvimento familiar.




Leitura:Fam. Saúde Desenv., Curitiba, v.3, n.2, p.116-1249(adaptação)

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Alegria Sempre !




Aprendi desde cedo que informação é luz e para iluminar, informo-me e informo.
Uma informação de LUZ é aquela que , quando acessada , te faz sentir melhor e a entender o significado de estar vivo.
Uma informação de LUZ , alegra o coração, dá ânimo e esperança.
Uma informação de LUZ compartilhada, é distribuída entre todos aqueles que dela necessitam, a distribuição faz com mais e mais pessoas se iluminem
.







ALEGRIA SEMPRE !!!





Quem é você ?
Sou um ser de luz temporariamente encarnado num corpo biológico no Planeta Terra.

Todos os dias eu me lembro QUEM SOU , ONDE ESTOU e o que estou fazendo aqui. Sempre permito que o extraordinário se manifeste na minha vida comum e quando enfraqueço, LEMBRO-ME. Olho para o céu, piso descalça na terra , faço arco-íris no meu quintal e retorno ao estado maravilhoso de permitir esse EXTRAORDINÁRIO no comum, no ordinário.
Ouço meus instrutores internos, ouço meu instrutor principal, o Arcanjo Miguel. Algumas vezes escrevo o ouço, noutras guardo no coração.
Deixo-me levar ...como um barquinho em um rio...pela correnteza de LUZ...






Fonte:http://www.anjodeluz.com.br

terça-feira, 26 de abril de 2011

Wicca : a Deusa dos druídas


A religião wiccaniana é formada de várias tradições (espécie de seitas) como a Gardneriana, Alexandrina, Diânica, Tânica, Georgiana, Tradicionalista ética e outras. Várias dessas tradições foram formadas e introduzidas nos anos 60, e, embora seus rituais, costumes, ciclos místicos e simbolismos possam ser diferentes um dos outros, todas se apóiam nos princípios comuns da lei da Arte. O dogma principal da Arte Wicca é o Conselho Wiccaniano, um código moral simples e benevolente: SEM PREJUDICAR NINGUÉM, REALIZE SUA VONTADE. Ou, em outras palavras, você é livre para fazer o que quiser, contanto que, de forma alguma, prejudique alguém - nem mesmo você.

A Lei Tripla ( ou Lei de Três ) é uma lei kármica de retribuição tripla que se aplica sempre que você faz alguma coisa , seja ela boa ou má. Não que você será "castigado" por um ato mau, porém, quando você envia uma energia, o curso natural dela é voltar, mais cedo ou mais tarde, para o lugar de origem, ou seja a você. Assim, caso envie algo de negativo, essa força fará seu caminho, se fortificando, e retornará até você. Os seguidores da Religião Wicca são chamados de Wiccanianos, Wiccanos, Wiccans ou Bruxos.
A palavra WARLOCK que significa "aquele que rompe o juramento" é usada para apontar traidores da Grande Mãe. Como a Arte Wicca é uma religião orientada para a Natureza, (xamanista, por excelência) a maioria dos seus membros está envolvida de uma maneira ou de outra com movimentos ecológicos e reivindicações ambientais atuais. Muitos Wiccans usam um ou mais nomes secretos (também conhecidos como nomes mágicos, ou nomes de iniciação) para significar o renascimento espiritual e uma nova vida dentro da Arte.

Os wiccanianos não aceitam o conceito arbitrário do pecado original ou do mal absoluto, e não acreditam em céu ou inferno. Eles crêem que quando morremos, vamos à Terra de Verão (ou Terra da Juventude Eterna), onde recobramos nossas forças e nos tornarmos jovens novamente.

Os bruxos não praticam qualquer forma de baixa magia, magia negra ou "mal". Não cultuam nenhum diabo, demônio ou qualquer entidade do mal, e não tentam converter membros de outras fé ao Paganismo. Respeitam todas as religiões e acham que a pessoa deve ouvir o "chamado da Deusa" e desejar verdadeiramente, dentro de seu coração, sem qualquer influência externa ou proselitismo, seguir o caminho wiccano.



Fonte: Wicca: A Feitiçaria Moderna
Luzes Celestiais -

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Feliz Páscoa...Feliz Eostar!

A exemplo das principais comemorações cristãs, a Páscoa vem de um antigo ritual pagão de reverência à Grande Mãe, ao Sol e à Natureza. No Hemisfério Norte, é celebrada no primeiro domingo de Lua Cheia da primavera e, no Hemisfério Sul, no primeiro domingo de lua cheia de outono, ou seja, o Equinócio de Outono. Significa um tempo de renascimento, pois é o tempo de a vida brotar na terra.
A Deusa que simbolizava a Páscoa era Ostara ou Eostar, uma deusa saxônica ligada à fertilidade, ela é representada segurando um ovo nas mãos e tendo um coelho (antigo símbolo egípcio da fertilidade) aos seus pés, o que originou a representação atual da Páscoa que temos hoje. O ensinamento do festival da Páscoa é o próprio renascimento do espírito humano. Através deste antigo ritual as pessoas se harmonizavam com a natureza, buscando a fraternidade, o amor, a transcendência e a ligação com a Deusa e o Deus.

Uma oração druida a todos que desejam se harmonizar com este espírito de Páscoa:

"Que jamais o teu coração acalante ódio. Que o canto da maturidade jamais asfixie a tua criança interior. Que o teu sorriso seja sempre verdadeiro. Que as perdas do teu caminho sejam sempre vistas como lições de vida.
Que a música seja tua companheira de momentos secretos contigo mesmo. Que os teus momentos de amor contenham a magia de tua alma eterna em cada beijo. Que os teus olhos sejam dois sóis olhando a luz da vida em cada amanhecer.
Que cada dia seja um novo recomeço, onde tua alma dance na luz. Que em cada passo teu fiquem marcas luminosas de tua passagem em cada coração. Que em cada amigo o teu coração faça festa, que celebre o canto da amizade profunda que liga as almas afins.
Que em teus momentos de solidão e cansaço, esteja presente em teu coração a lembrança de que tudo passa e se transforma, quando a alma é grande e generosa.
Que o teu coração voe contente nas asas da espiritualidade consciente, para que tu percebas a ternura invisível, tocando o centro do teu ser eterno. Que um suave acalanto te acompanhe, na terra ou no espaço, e por onde quer que o imanente invisível leve o teu viver.
Que o teu coração sinta a presença secreta do inefável! Que os teus pensamentos e os teus amores, o teu viver e a tua passagem pela vida, sejam sempre abençoados por aquele amor que ama sem nome. Aquele amor que não se explica só se sente.Que esse amor seja o teu acalanto secreto, viajando eternamente no centro do teu ser. Que este amor transforme os teus dramas em luz, a tua tristeza em celebração, e os teus passos cansados em alegres passos de dança renovadora.
Que jamais, em tempo algum, tu esqueças da Presença que está em ti e em todos os seres. Que o teu viver seja pleno de Paz e Luz!"



pesquisa in:feminismoessencial.blogspot.com

terça-feira, 19 de abril de 2011

Mãe!

Minha mãe! A mulher mais linda e amada do mundo! Ah! Tem um cheirinho tão bom! Mãe eu te amo!
Ela sempre gostou de cantarolar, desde que me entendo por gente!




Abaixo o vídeo da música que a surpeendi, hoje, cantando....



segunda-feira, 18 de abril de 2011

Heranças...





Cláudio foi meu grande amor! Casamos, tivemos um filho, Gabriel! Quis a fatalidade que meu marido tivesse seu destino selado na batida frontal com um caminhão...Ele cantava e punha para ouvirmos a música abaixo, e dizia que esta música era para mim! Eu ria e...dançava feliz!!!

Heranças é uma poesia pensando nele...(a música também faz parte das heranças/lembranças)




HERANÇA

Coração rasgado,
encharcado, ferido
Conexão negada,
encarnada ferida
Dor sem medo
medo sem dor
Esta, meu amor,
a herança que me deixou...


Quem são essas mulheres?



Esta música é bonita e triste! É a cara da Mulher submissa!

sábado, 16 de abril de 2011

Não se omita!

Crianças e adolescentes são cidadãos de direitos e em condição especial de desenvolvimento, precisando do apoio, orientação e proteção de nós adultos.

A responsabilidade de proteger meninos e meninas contra crimes como o abuso e a exploração sexuais não é apenas do Estado ou da família, mas de todos nós! Este dever está previsto na Constituição Brasileira!

O abuso é qualquer ato de natureza ou conotação sexual em que adultos submetem menores de idade a situações de estimulação ou satisfação sexual, imposto pela força física, pela ameaça ou pela sedução. O agressor costuma ser um membro da família ou conhecido. Já a exploração pressupõe uma relação de mercantilização, onde o sexo é fruto de uma troca, seja ela financeira, de favores ou presentes. A exploração sexual pode se relacionar a redes criminosas mais complexas e podendo envolver um aliciador, que lucra intermediando a relação da criança ou do adolescente com o cliente.

Não se omita, nem se cale frente a uma suspeita ou caso comprovado de violência sexual infantojuvenil:

Como e onde notificar os casos de violência sexual contra crianças e adolescentes?

Procure o Conselho Tutelar do seu Município
Ligue para o Disque Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes: Ligue 100 de qualquer região do Brasil (ligação anônima e gratuita)
Denuncie crimes cometidos por meio da internet por meio do site da Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos: www.denunciar.org.br

Outros canais de denúncia:

Delegacias especializadas em crimes contra crianças e adolescentes no seu Município
Delegacias comuns (na ausência de delegacias especializadas)
Polícia Militar – #190
Ministério Público do seu Estado




http://www.childhood.org.br/como-agir

in Filhas do Silêncio(comunidade/Facebook)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Cidadania, direitos e deveres!

EU!



O que são os direitos e deveres da(o)cidadã(o)? Antes de qualquer coisa, o que é ser cidadã(o)?

Cidadã(o) é aquela ou aquele que se identifica culturalmente como parte de um território, usufrui dos direitos e cumpre os deveres estabelecidos em lei. Ou seja, exercer a cidadania é ter consciência de suas obrigações e lutar para que o que é justo e correto seja colocado em prática.

Os direitos e deveres não podem andar separados. Afinal, só quando cumprimos com nossas obrigações permitimos que os outros exercitem seus direitos.

Vejamos alguns exemplos dos direitos e deveres da(o) cidadã(o):

Deveres

• Votar para escolher nossos governantes.

• Cumprir as leis.

• Respeitar os direitos sociais de outras pessoas.

• Educar e proteger nossos semelhantes.

• Proteger a natureza.

• Proteger o patrimônio público e social do País.

• Colaborar com as autoridades.

Direitos

• Homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações nos termos da Constituição.

• SAÚDE, educação, moradia, trabalho, previdência social, proteção à maternidade e à infância, assistência aos desamparados, segurança, lazer, vestuário, alimentação e transporte são direitos das(os) cidadãs()ãos).

• Ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei.

• Ninguém deve ser submetido à tortura nem a tratamento desumano ou DEGRADANTE.

• A manifestação do pensamento é livre, sendo vedado o anonimato.(...)

(com adaptações)





quinta-feira, 14 de abril de 2011

Mulher processa hotel por ser presa após denunciar estupro...



(UOL/BBC Brasil) Ao ir à polícia dar queixa por ter sido estuprada e drogada por três colegas de trabalho, a australiana Alicia Gali foi condenada por adultério a 12 meses de prisão e passou oito meses numa cela nos Emirados Árabes.

A australiana foi presa por ser ilegal, manter relações sexuais fora do casamento nos Emirados Árabes e foi acusada e condenada de ter feito ''sexo consensual''. Estupro só é considerado crime no país se quatro homens muçulmanos testemunharem o ocorrido.

De volta à Austrália, Alicia Gali está processando o hotel Le Meridien Al Aqah Beach Resort. Segundo a australiana, depois de ser violentada por três colegas de trabalho, em junho de 2008, não teve aconselhamento correto e nem qualquer ajuda do hotel quando foi acusada e presa.

Ela não quer que seu caso seja explorado como um ataque antimuçulmano ou antiárabe, uma vez que ''os homens envolvidos eram estrangeiros. Dois deles eram da Índia e outro das Ilhas Maurício''.

Mas ressalta que, apesar de muitos estrangeiros, como ela, irem aos Emirados Árabes para trabalhar e de o país se vender como um destino turístico, eles ainda contam com leis arcaicas e que a legislação do país não protege as mulheres.





in: http://www.agenciapatriciagalvao.org.br/

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Mulheres..que sofrem...



O Estupro nosso de cada dia…

Algum dias atrás recebemos a noticia do estupro de uma mulher, pastora de uma igreja evangélica. Isso mesmo, a líder religiosa de uma determinada comunidade foi estuprada por um dos membros de sua congregação. Fato lastimável, inaceitável, absurdo. Talvez você possa estar pensando: Bom, pelo menos ela tem os membros fiéis, cristãos de sua comunidade para lhe apoiar… A referida pastora foi AFASTADA de sua congregação por CONDUTA IMORAL, pois segundo as lideranças da igreja, se ela foi estuprada e agredida é porque ela não gritou e se defendeu o suficiente.


É possível? É o inimaginável!


De:Ana Rita Dutra dos Santos in http://blogueirasfeministas.com/

terça-feira, 12 de abril de 2011

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Violência!!!



Lei Maria da Penha - Lei 11.340

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11340.htm(acesse!)





50.000 mulheres por ano sofrem violência no Brasil

10 mulheres são assassinadas diariamente no Brasil
Por que você se cala a violência?

Denuncie! Apoie a vítima para denunciar!



Lei Maria da Penha: vítima não precisa de representação formal para abrir processo
A 5ª Turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu, ao julgar um recurso contra decisão do TJ-DF (Tribunal de Justiça do Distrito Federal), que a mulher que sofre violência doméstica e comparece à delegacia para denunciar o agressor já está manifestando o desejo de que ele seja punido. Assim, não há necessidade de uma representação formal para a abertura de processo com base na Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06).

A 3ª Seção do STJ (que reúne os membros da 5ª e da 6ª Turmas) havia decidido, ao julgar um recurso repetitivo em fevereiro de 2010, que a representação da vítima é condição indispensável para a instauração da ação penal. A decisão de agora é a primeira desde então que estabelece que essa representação dispensa formalidades porque já está clara a vontade da vítima em relação à apuração do crime e à punição do agressor.

O TJ-DF havia negado a concessão de habeas corpus para um homem acusado com base na Lei Maria da Penha. O acusado apontava irregularidades no processo, alegando que em momento algum a vítima fizera representação formal contra ele.
De acordo com a decisão de segunda instância, em nenhum momento a lei fala de impor realização de audiência para a ofendida confirmar a representação. Para o TJ, somente havendo pedido expresso da ofendida ou evidência da sua intenção de se retratar, e desde que antes do recebimento da denúncia, é que o juiz designará audiência para, ouvido o MP (Ministério Público), admitir a retratação da representação.

O relator do recurso na 5ª Turma, ministro Napoleão Nunes Maia Filho, expressou ressalvas quanto à tese vitoriosa na 3ª Seção, pois, para ele, a lesão corporal no âmbito familiar é crime de ação pública incondicionada e não depende de representação da vítima para ser tocada pelo MP. Ele sustentou seu voto em decisões anteriores do STJ, no mesmo sentido de que não há uma forma rígida preestabelecida para a representação.

Do JusBrasil

Leia +
http://jeftenews.blogspot.com/2010/10/lei-maria-da-penha-nao-depende-de.html

http://noticias.bol.uol.com.br/brasil/2010/10/14/queixa-formal-nao-e-necessaria-para-acao-com-base-na-lei-maria-da-penha-diz-stj.jhtm

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidadania/queixa-da-mulher-e-o-suficiente-para-acao-com-base-na-lei-maria-da-penha-diz-stj/view

“Ainda que se considere necessária a representação, entendo que esta prescinde de maiores formalidades, bastando que a ofendida demonstre o interesse na apuração do fato delituoso”, afirmou o relator do recurso ministro Napoleão Maia Filho. Segundo o ministro, esse interesse “é evidenciado pelo registro da ocorrência na delegacia de polícia e a realização de exame de lesão corporal”. O relator destaca que a decisão desburocratiza o processo e dimuinui a chance de coação da vítima.

domingo, 10 de abril de 2011

Pensando como Educadora...faz tempo...


Hoje me pego pensando sobre Aprendizagem... o meu lado "professora" apareceu, não mais que de repente! Gosto de escrever, faz parte de mim, às vezes (já foram muitas)jogo fora, rasgo folhas e..me arrependo depois... Mas sobre Educação/Aprendizagem fazia muito tempo que não ensaiava nada! E saiu assim...
A aprendizagem inicia-se com o nascimento e termina com a morte(?). Cada pessoa é o que é, e muito, pelo que aprendeu e, ainda, pelos modos consoantes os quais, em inusitadas emergências de ajustamento, poderá aprender, intregrando seu comportamento e experiências em novos padrões. A aprendizagem é um processo fundamental da vida. Todas as pessoas aprendem, desenvolvendo comportamentos que as possibilitem viver. As atividades e realizações humanas mostram o resultado, seja em termos do povo, da comunidade ou da pessoa.

"A aprendizagem causa mudança, mas nem toda a mudança é causa da aprendizagem"

sábado, 9 de abril de 2011

Coisas que sinto!



MULHER

Mulher sofrida
amordaçada e ferida
Mulher, filho no colo
desesperada, rendida
Mulher, silêncio clamante
afago, afeto...
Sozinha...
Útero autônomo...
Faz filho sem pai...



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HERANÇA

Coração rasgado,
encharcado, ferido
Conexão negada,
encarnada ferida
Dor sem medo
medo sem dor
Esta, meu amor,
a herança que me deixou...

(Está no céu!)

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Esta página é para uma amiga, Leila!



Leila gosta de filosofia, música, pintura, gravura, instrumentos musicais, fones e microfones...
Faz poesia, leia, e faz a música, quando puder coloco o vídeo! Conferi e...AMEI!!!




LEMBRANÇAS
L/M - Neila B. Pereira

Eu quero sair por aí
abrindo os medos devagar
pra me conhecer... procurar

Eu quero ter todos os dias
uma solução... uma saída
enfim recomeçar a vida
meus sonhos realizar

Não há nada
que me impeça de ser feliz
é só achar a chave
colher a raiz

Plantar num bom lugar
lembranças vão brotar
tudo o que eu conquistar
na saudade ficará.

sábado, 2 de abril de 2011

Ah!



Turbilhões de pensamentos...
Uma vontade tão grande
de não sei o quê...
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AH! Se eu pudesse...

Ah! Se eu pudesse...
Eu queria fazer desta noite
mais um dia...
Ah! Se eu pudesse...
Eu queria mudar a cabeça
de quem se recusa a me amar...
Ah! Se eu pudesse
Eu queria cozinhar o amor
pra matar tantas fomes...
Ah! Se eu pudesse...
Eu queria transformar esta letra em poema
e mostrar pata todos, me conheçam ou não,
que o AMOR é meu lema!